Mostrando postagens com marcador Psicologia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Psicologia. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
Teoria do Desenvolvimento
O objecto da psicologia é o estudo científico do comportamento (reacções observáveis) e os processos mentais e da relação entre eles (sentimentos, emoções, fantasias – não podem ser observáveis directamente). A psicologia estuda questões ligadas à personalidade, à memória, à inteligência, ao funcionamento do sistema nervoso, ao comportamento em grupo, ao prazer e à dor...
“Os psicólogos não se limitam à descrição do comportamento. Vão mais além: procuram explicá-lo, prevê-lo e, por último, modificá-lo para melhorar a vida das pessoas e da sociedade em geral.”
A psicologia como ciência independente nos finais do século XIX, quando Wundt funda o primeiro Laboratório de Psicologia Experimental, na Alemanha.
Wundt e o Associacionismo
Wundt vai procurar decompor a mente, a consciência (objectivo), nos seus elementos simples, que são as sensações. Ele defende que os processos mentais, não são mais do que a organização de sensações elementares que se associam, procurando relacioná-las com a estrutura do sistema nervoso.
Para Wundt, o objectivo da psicologia é o estudo da mente, dos processos mentais, da experiência consciente do Homem. No laboratório vai procurar conhecer os elementos constitutivos da consciência, a forma como se relacionam e associam (associacionismo).
Wundt utiliza como método a introspecção controlada (os sujeitos descrevem o que os seus estados subjectivos resultantes de estímulos visíveis, tácteis, etc. ou seja a analise interior feito pelo próprio sujeito – porque é feito em laboratório e uma 3ª pessoa analisa e interpreta aquilo que o sujeito diz as suas sensações). Através da introspecção, os sujeitos experimentais descreviam o que sentiam, os seus estados subjectivos, resultantes de estímulos visuais, auditivos e tácteis.
Wundt com colegas utilizou um metrónomo para descrever as sensações antes (tensão), durante (excitação) e após as batidas (agradável sensação).
A psicologia teria como objectivo a experiência humana, estudada na perspectiva das experiências pessoais através da auto-observação, visando conhecer os seus elementos constituintes: as sensações.
Pavlov e a reflexologia
Pavlov através de uma experiência com um cão, chegou a conclusão de que não só os animais mas também os humanos tinham reflexos inatos e que podiam desenvolver reflexos aprendidos. No decorrer desta experiência sobre os reflexos digestivos , verifica que o cão salivava não só quando via o alimento - reflexo inato - , também perante outros sinais com eles associados, como, por exemplo, os passos do tratador e o som da campainha. Designou este comportamento por reflexos condicionados.
Para Pavlov o espírito não é mais do que uma actividade do cérebro e que é no córtex cerebral que se formam, modificam e desaparecem os reflexos condicionados.
A psicologia devia de tomar o nome de reflexologia, circunscrever-se-ia ao estudo dos reflexos. Os reflexos seriam o fundamento das respostas dos indivíduos aos estímulos provenientes do meio.
Pavlov vai explicar os processos de aprendizagem, destacando-se o estudo sobre a aquisição da linguagem.
Watson e o Behaviorismo
Watson é o pai da psicologia científica, pois cortou com todo o seu passado – concepção e método – e construiu um ramo objectivo experimental da ciência. Watson não nega a existência da consciência, nem a possibilidade de o indivíduo se auto-observar. Defende, contudo, que a análise dos estudos de espírito, bem como a procura das suas causas, só pode interessar ao sujeito no âmbito da sua vida pessoal.
Watson, acha que se pode estudar directamente o comportamento observável, isto é, a resposta (.R) de um indivíduo a um dado estímulo(E) do ambiente.
O psicólogo tenta decompor o seu objecto – o comportamento – nos seus elementos e explicá-los de forma objectiva. Deve recorrer ao método experimental.
Esta concepção de psicologia designa-se por behaviorismo, comportamentalismo, condutismo ou teoria do comportamento.
Noção de Comportamento
Para Watson, a psicologia deveria estudar o comportamento do ser humano desde o nascimento até que morre.
O estudo do comportamento consiste em estabelecer as relações entre os estímulos (conjunto de excitações que agem sobre o organismo, podendo ser qualquer elemento do meio externo – raios luminosos, ondas sonoras – ou modificações internas do organismo – movimentos dos músculos, secreções das glândulas) e as respostas (explicitas - directamente observáveis; implícitas - :não directamente observáveis):
Isto é, para o mesmo estímulo obtemos sempre a mesma resposta
O comportamento é determinado por um conjunto complexo de estímulos que se designa por situação. Para o comportamentalismo, a resposta é tudo o que o animal ou ser humano faz.
O comportamento, isto é, o conjunto de respostas objectivamente observáveis, é determinado por um conjunto complexo de estímulos (situação) provenientes do meio físico ou social em que o organismo se insere.
A resposta está condicionada pela situação ou estímulo
Watson não nega que entre o estímulo e a resposta se passe algo no interior do sujeito. Considerava, contudo, que tal não é objecto da psicologia.
Embora não negue a existência de factores hereditários – para ele, irrelevantes na formação da personalidade do indivíduo.
Para Watson o meio é o factor determinante na personalidade e atitudes, isto é, condiciona o indivíduo.
Conclusão: Segundo os behavioristas, o comportamento do ser humano e o seu desenvolvimento dependem totalmente do meio em que o sujeito se encontra inserido. O sujeito tem um papel passivo no processo de conhecimento e desenvolvimento.
Críticas
deixar de parte a hereditariedade, porque por exemplo um deficiente , quando nasce não é deficiente pelo o que fez mas pelo factor hereditário.
A formula E è R muitas condutas ficam por explicar. Por exemplo, a reacção desencadeada pela sede, eu não bebo porque vejo água mas porque à uma situação interna do meu organismo que desencadeia um conjunto de comportamentos que me permitem atingir o objectivo: beber.
Köhler e o gestaltismo
O gestaltismo ou psicologia da forma, nasce por oposição à psicologia do séc. XIX e critica Wundt.
Köhler defende que a psicologia deveria decompor os processos conscientes nos seus elementos constituintes e enunciar as leis que regem as suas combinações e relações. Os elementos mais simples seriam as sensações que, associadas, somadas constituiriam a percepção.
Os gestaltistas partem das estruturas, das formas: nós percepcionamos configurações, isto é, conjuntos organizados em totalidade. A teoria da forma considera a percepção como um todo. Primeiro percepcionam o total depois analisam os elementos ou dos pormenores.
O todo não é a soma das partes – na realidade estas organizam-se segundo determinadas leis. Os elementos constitutivos de uma figura são agrupados espontaneamente. Esta organização é, segundo o gestaltismo, essencialmente inatos.
A organização das nossas percepção será estudada pelos gestaltistas que enunciam um conjunto de leis.
- Lei da proximidade – perante elementos diversos, temos tendência a agrupar aqueles que se encontram mais próximos.
- Lei da semelhança – perante elementos diversos, temos tendência a agrupar por semelhanças.
- Lei da contiguidade – perante algo inacabado, temos tendência a acabar.
Os gestaltistas criticam Watson porque este diz que todo depende do meio e Köhler acha que as ideias são inatas.
Conclusão: segundo esta concepção, o sujeito é resultado das potencialidades transmitidas por hereditariedade. Existiriam estruturas inatas no sujeito que organizariam a experiência do meio ambiente. O meio desempenha um papel pouco relevante no seu desenvolvimento. Os gestaltistas defendem que o sujeito organiza a experiência do meio a partir das estruturas inatas.
Críticas
Köhler diz que todo depende de estruturas inatas, mas eu acho que a experiência ou aprendizagem pode mudar isso, por exemplo
Freud e a Psicanálise
Até então, a concepção dominante de Homem definia-o como ser racional, que controlava os seus impulsos através da vontade. O consciente, constituído pelas representações presentes na nossa consciência e conhecido pela introspecção, constituía o essencial da vida mental de ser humano.
A grande revolução introduzida por Freud consistiu na afirmação da existência do inconsciente – zona do psiquismo constituída por pulsões, tendências, desejos e medo.
Freud compara o psiquismo humano a um icebergue: a sua parte visível é muito pequena e corresponde ao consciente (imagens, lembranças, pensamento), a parte submersa, que não se vê, do icebergue é a maior e corresponde ao inconsciente, cabendo-lhe um papel determinante no comportamento. O pré-consciente faz a ligação entre o consciente e o inconsciente e corresponde, a zona flutuante de passagem entre a parte visível e a oculta que varia o seu grau de emersão (memórias, fantasias e lembranças).
Recalcamento, defesa do ego que censurar ao enviar para o inconsciente do id as pulsões contrárias às normas do consciente do superego.
Freud formula uma nova teoria das estruturas do aparelho psíquico, onde diz que este se organizava através das instâncias id (regula-se pelo principio do prazer e aparece com o recém-nascido), ego(medidor da realidade externa e como agente da defesa contra a angústia provocada por conflitos internos), superego(directamente envolvido pela realidade e guia-se pelo principio da realidade).
Freud afirmou também que o aparelho psíquico é regido por dois princípios gerais: o princípio do prazer e o princípio da realidade. Ao principio do prazer corresponde o processo primário, que implica uma libertação de energia psíquica sem barreiras, ou seja, à um afastamento da razão guiando-se só pelo prazer ou pela forma mais imediata. O principio da realidade faz com que o aparelho psíquico renuncie à satisfação imediata, em ordem a ter em conta a situação real, garantido um contacto com a realidade.
Sexualidade
A neurologia estavam ligadas a sexualidade, objectivo de múltiplas repressões e obstáculos. A sua origem estaria ligada à experiência traumática ocorrida na infância.
A descoberta da sexualidade infantil levou Freud a modificar as suas noções, distinguindo genital de sexual. A sexualidade não se limita ao acto sexual entre duas pessoas: a sexualidade era toda a actividade pulsional que tende a uma satisfação.
Piaget e o Construtivismo
Piaget vai incidir os seus estudos na área do comportamento intelectual e cognitivo da criança e do adolescente.
Este defende que o conhecimento é um processo dinâmico há permanentemente interacção entre o sujeito e o objecto. Na sua perspectiva, não é possível separar o sujeito do objecto, como não é possível imaginar um organismo vivo independente do meio, este processo de interacção decorre em etapas sequenciais que Piaget designa por estádios de desenvolvimento (sensório-motor vai do nascimento até aos 18 meses; pré-operatório começa com a linguagem e vai até aos 7 anos; operações concretas vai dos 7 aos 12 anos, a criança é capaz de raciocinar sobre objectos manipuláveis; operações formais surge por volta dos 12 anos, a criança é capaz de raciocinar sobre hipóteses, sobre proposições).
Para Piaget, conhecer é agir e transformar os objectos. O conhecimento não se reduz ao simples registo feito pelo sujeito dos dados já organizados no mundo exterior. O sujeito apreende e interpreta o mundo, através das suas estruturas cognitivas. Mas o sujeito não se encontra apetrechado com estruturas inatas. Essas estruturas são formadas graças à actividade do sujeito no contacto com o meio que está em devir permanente. O processo de conhecimento é o processo de construção de estruturas.
Piaget utiliza a observação naturalista para observar naturalmente as pessoas no seu meio, isto é, no meio em estão habituadas a frequentar e o método clínico tenta-se compreender um caso clinico concreto.
Conclusão: o comportamento do indivíduo, a inteligência, resulta de uma construção progressiva do sujeito em interacção com o meio.
Críticas
os gestaltismo pelo papel passivo que atribuem ao sujeito e por não apresentarem uma perspectiva genética do conhecimento.
Refuta radicalmente a concepção behaviorista, dado que consiste que o comportamento não pode ser explicado pela formula EèR. O sujeito é activo, atribuindo significados aos estímulos. A uma visão associacionista contrapôs uma concepção construtivista através do processo de assimilação (da experiência à mente)/acomodação (da mente à nova experiência).
Evolução do conceito de comportamento
As situações do dia-a-dia, vividos ou observados por ti servem para pôr em causa o rigoroso determinismo estímulo-resposta defendido pelos behavioristas.
Perante uma mesma situação, é grande a possibilidade de surgirem respostas, reacções diferentes, Por exemplo, quando ocorre um acidente (S), as respostas dos sujeitos que o presenciam não são as mesmas: um pode socorrer a vítima (RI), outro procurar um telefone para pedir assistência (R2), outro, impressionado, afastar-se do local (R3), etc.
Além disso, o mesmo sujeito, perante a mesma situação, pode, em momentos diferentes, comportar-se de forma distinta.
Por outro lado, situações diferentes podem desencadear o mesmo tipo de resposta: uma criança pode chorar (R) porque caiu (Sl), porque a mãe lhe recusou um gelado (S2), porque perdeu um brinquedo (S3)...
Uma das criticas mais contundentes ao conceito dos behavioristas foi apresentado por Piaget que propunha uma interpretação mais dinâmica do comportamento.
Para estes psicólogos, o comportamento é a manifestação de uma Personalidade (P) numa dada situação (S). O esquema explicativo que propõem é mais adequado aos comportamentos humanos, dado que tem em conta quer as determinantes do meio quer a personalidade do sujeito.
O comportamento depende da interacção entre a situação e a personalidade do sujeito. A dupla seta, reflecte o carácter dinâmico da relação: não se pode encarar a personalidade independentemente da situação. Produto de um processo complexo, no qual intervêm factores internos e externos, a personalidade constrói-se no contexto do meio, nas diferentes situações vividas pelo sujeito. Por outro lado, o modo como a situação é encarada, interpretada, depende também da personalidade e das experiências anteriores do indivíduo.
O que é importante para explicar um comportamento é o modo como o indivíduo integra os dados da situação, tendo em conta a sua personalidade e a sua experiência.
Trabalhos Escolares, ENEM, VESTIBULAR,TODAS AS MATÉRIAS, BIOLOGIA, ED. FÍSICA, FÍSICA, GEOGRAFIA,HISTÓRIA,INFORMÁTICA, LITERATURA, MATEMÁTICA, PORTUGUÊS, QUÍMICA E MUITO MAIS!!! tudo grátis, trabalhos feitos, trabalhos acadêmicos, trabalhos universitários, monografias, teses, tcc, trabalho de conclusão de curso, informativos, livros, revistas, artigos, artigos científicos, artigos imparcialistas, documentos de investigações, monografias, resenhas, paper, ensaios, bibliografias, textos, traduções, regras ABNT, Vancouver, digitações, dissertações, projetos, pesquisas, conteúdos para o ensino médio, fundamental, vestibulares e cursos, coletâneas, frases, conclusões, mensagens, citações, temas, textos jornalísticos, gêneros literários, arquivos, relatórios, apostilas, publicações, revisões, anteprojetos, resenhas, orientações, poesias, receitas, doutrinas, plano de negócios. Educação, educacional, escola, escolar, escolres, estudos, estudante, estudando, professor, professora, professores, ensino, ensinar, ensinando, instrução, instruir, instruído, instruindo, educar, educando, eduque. Tudo gratuito, gratuitamente, grátis. geografia, geofísica e geologia, normas abnt, trabalhos prontos, monografia, trabalhosescolares, revisados, universidades, faculdade, Pesquisa Escolar, lista de resumos, downloads de livros, Imagens, Educação, guerras, pedagogias, biblioteca virtual, escola, apostilas, Grupo Escolar, orientações, etapas, dicas.
Violência Doméstica
Índice
-O que é a violência doméstica
-Tipos de violência
-O que fazer se for vítima de violência
-Bibliografia
O que é a violência doméstica
A violência doméstica é um problema universal que atinge milhares de pessoas, em grande número de vezes de forma silenciosa e dissimuladamente.
Trata-se de um problema que acomete ambos os sexos e não costuma obedecer nenhum nível social, económico, religioso ou cultural específico, como poderiam pensar alguns.
Sua importância é relevante sob dois aspectos; primeiro, devido ao sofrimento indescritível que imputa às suas vítimas, muitas vezes silenciosas e, em segundo, porque, comprovadamente, a violência doméstica, incluindo aí a Negligência Precoce e o Abuso Sexual, podem impedir um bom desenvolvimento físico e mental da vítima.
Segundo o Ministério da Saúde, as agressões constituem a principal causa de morte de jovens entre 5 e 19 anos. A maior parte dessas agressões provém do ambiente doméstico.
A Unicef estima que, diariamente, 18 mil crianças e adolescentes sejam espancados no Brasil. Os acidentes e as violências domésticas provocam 64,4% das mortes de crianças e adolescentes no País, segundo dados de 1997.
Tipos de Violência
Violência Doméstica, segundo alguns autores, é o resultado de agressão física ao companheiro ou companheira. Para outros o envolvimento de crianças também caracterizaria a Violência Doméstica.
A vítima de Violência Doméstica, geralmente, tem pouco auto estima e se encontra atada na relação com quem agride, seja por dependência emocional ou material. O agressor geralmente acusa a vítima de ser responsável pela agressão, a qual acaba sofrendo uma grande culpa e vergonha. A vítima também se sente violada e traída, já que o agressor promete, depois do ato agressor, que nunca mais vai repetir este tipo de comportamento, para depois repeti-lo.
Em algumas situações, felizmente não a maioria, de franca violência doméstica persistem cronicamente porque um dos cônjuges apresenta uma atitude de aceitação e incapacidade de se desligar daquele ambiente, sejam por razões materiais, sejam emocionais. Para entender esse tipo de personalidade persistentemente ligada ao ambiente de violência doméstica poderíamos compará-la com a atitude descrita como co-dependência, encontrada nos lares de alcoolistas e dependentes químicos.
Para entender a violência doméstica, deve-se ter em mente alguns conceitos sobre a dinâmica e diversas faces da violência doméstica, como por exemplo:
Violência Física
Violência física é o uso da força com o objectivo de ferir, deixando ou não marcas evidentes. São comuns murros e tapas, agressões com diversos objectos e queimaduras por objectos ou líquidos quentes. Quando a vítima é criança, além da agressão activa e física, também é considerado violência os factos de omissão praticados pelos pais ou responsáveis.
Quando as vítimas são homens, normalmente a violência física não é praticada directamente. Tendo em vista a habitual maior força física dos homens, havendo intenções agressivas, esses factos podem ser cometidos por terceiros, como por exemplo, parentes da mulher ou profissionais contratados para isso. Outra modalidade é as agressões que tomam o homem de surpresa, como por exemplo, durante o sono. Não são incomuns, actualmente, a violência física doméstica contra homens, praticados por namorados (as) ou companheiros (as) dos filhos (as) contra o pai.
Apesar de nossa sociedade parecer obcecada e entorpecida pelos cuidados com as crianças e adolescentes, é bom ressaltar que um bom número de agressões domésticas é cometido contra os pais por adolescentes, assim como contra avós pelos netos ou filhos. Dificilmente encontramos trabalhos nessa área.
Não havendo uma situação de co-dependência do(a) parceiro(a) à situação conflituante do lar, a violência física pode perpetuar-se mediante ameaças de "ser pior" se a vítima reclamar há autoridades ou parentes. Essa questão existe na medida em que as autoridades se omitem ou tornam complicadas as intervenções correctivas.
O abuso do álcool é um forte agravante da violência doméstica física. A Embriagues Patológica é um estado onde a pessoa que bebe torna-se extremamente agressiva, às vezes nem lembrando com detalhes o que tenha feito durante essas crises de furor e ira. Nesse caso, além das dificuldades práticas de coibir a violência, geralmente por omissão das autoridades, ou porque o agressor quando não bebe "é excelente pessoa", segundo as próprias esposas, ou porque é o esteio da família e se for detido todos passarão necessidade, a situação vai persistindo.
Também portadores de Transtorno Explosivo da Personalidade são agressores físicos contumazes. Convém lembrar que, tanto a Embriagues Patológica quanto o Transtorno Explosivo têm tratamento. A Embriagues Patológica pode ser tratada, seja procurando tratar o alcoolismo, seja às custas de anticonvulsivantes (carbamazepina). Estes últimos também úteis no Transtorno Explosivo.
Mesmo reconhecendo as terríveis dificuldades práticas de algumas situações, as mulheres vítimas de violência física podem ter alguma parcela de culpa quando o fato se repete pela 3a. Vez. Na primeira ela não sabia que ele era agressivo. A segunda aconteceu porque ela deu uma chance ao companheiro de corrigir-se mas, na terceira, é indesculpável.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), foram agredidas fisicamente por seus parceiros entre 10% a 34% das mulheres do mundo. De acordo com a pesquisa “A mulher brasileira nos espaços públicos e privados” – realizada pela Fundação Perseu Abramo em 2001, registrou-se espancamento na ordem de 11% e calcula-se que perto de 6,8 milhões de mulheres já foram espancadas ao menos uma vez.
Violência Psicológica
A Violência Psicológica ou Agressão Emocional, às vezes tão ou mais prejudicial que a física, é caracterizada por rejeição, depreciação, discriminação, humilhação, desrespeito e punições exageradas. Trata-se de uma agressão que não deixa marcas corporais visíveis, mas emocionalmente causa cicatrizes indeléveis para toda a vida.
Um tipo comum de Agressão Emocional é a que se dá sob a autoria dos comportamentos histéricos, cujo objectivo é mobilizar emocionalmente o outro para satisfazer a necessidade de atenção, carinho e de importância. A intenção do(a) agressor(a) histérico(a) é mobilizar outros membros da família, tendo como chamariz alguma doença, alguma dor, algum problema de saúde, enfim, algum estado que exija atenção, cuidado, compreensão e tolerância.
É muito importante considerar a violência emocional produzida pelas pessoas de personalidade histérica, pelo fato dela ser predominantemente encontrada em mulheres, já que, a quase totalidade dos artigos sobre Violência Doméstica dizem respeito aos homens agredindo mulheres e crianças. Esse é um lado da violência onde o homem sofre mais.
No histérico, o traço prevalente é o “histrionismo”, palavra que significa teatralidade. O histrionismo é um comportamento caracterizado por colorido dramático e com notável tendência em buscar atenção contínua. Normalmente a pessoa histérica conquista seus objectivos através de um comportamento afectado, exagerado, exuberante e por uma representação que varia de acordo com as expectativas da plateia. Mas a natureza do histérico não é só movimento e ação; quando ele percebe que ficar calado, recluso, isolado no quarto ou com ares de “não querer incomodar ninguém” é a atitude de maior impacto para a situação, acaba conseguindo seu objectivo comportando-se dessa forma.
Através das atitudes histriônicas o histérico consegue impedir os demais membros da família a se distraírem, a saírem de casa, e coisas assim. Uma mãe histérica, por exemplo, pode apresentar um quadro de severo mal-estar para que a filha não saia, para que o marido não vá pescar, não vá ao futebol com amigos... A histeria quando acomete homens é pior ainda. O homem histérico é a grande vítima e o maior mártir, cujo sacrifício faz com que todos se sintam culpados.
Outra forma de Violência Emocional é fazer o outro se sentir inferior, dependente, culpado ou omisso é um dos tipos de agressão emocional dissimulada mais terríveis. A mais virulenta atitude com esse objectivo é quando o agressor faz tudo correctamente, impecavelmente certinho, não com o propósito de ensinar, mas para mostrar ao outro o tamanho de sua incompetência. O agressor com esse perfil tem prazer quando o outro se sente inferiorizado, diminuído e incompetente. Normalmente é o tipo de agressão dissimulada pelo pai em relação aos filhos, quando esses não estão saindo exactamente do jeito idealizado ou do marido em relação às esposas.
O comportamento de oposição e aversão é mais um tipo de Agressão Emocional. As pessoas que pretendem agredir se comportam contrariamente àquilo que se espera delas. Demoram no banheiro, quando percebem alguém esperando que saiam logo, deixam as coisas fora do lugar quando isso é reprovado, etc. Até as pequenas coisinhas do dia-a-dia podem servir aos propósitos agressivos, como deixar uma torneira pingando, apertar o creme dental no meio do tubo e coisas assim. Mas isso não serviria de agressão se não fossem atitudes reprováveis por alguém da casa, se não fossem intencionais.
Essa atitude de oposição e aversão costuma ser encontrada em maridos que depreciam a comida da esposa e, por parte da esposa, que, normalmente se aborrecendo com algum sucesso ou admiração ao marido, ridiculariza e coloca qualquer defeito em tudo que ele faça.
Esses agressores estão sempre a justificar as atitudes de oposição como se fossem totalmente irrelevantes, como se estivessem correctas, fossem inevitáveis ou não fossem intencionais. "Mas, de fato a comida estava sem sal... Mas, realmente, fazendo assim fica melhor..." e coisas do género. Entretanto, sabendo que são perfeitamente conhecidos as preferências e estilos de vida dos demais, atitudes irrelevantes e aparentemente inofensivas podem estar sendo propositadamente agressivas.
As ameaças de agressão física (ou de morte), bem como as crises de quebra de utensílios, mobílias e documentos pessoais também são consideradas violência emocional, pois não houve agressão física directa. Quando o(a) cônjuge é impedida(a) de sair de casa, ficando trancado(a) em casa também se constitui em violência psicológica, assim como os casos de controlo excessivo (e ilógico) dos gastos da casa impedindo atitudes corriqueiras, como por exemplo, o uso do telefone.
Violência Verbal
A violência verbal normalmente se dá concomitante à violência psicológica. Alguns agressores verbais dirigem sua artilharia contra outros membros da família, incluindo momentos quando estes estão na presença de outras pessoas estranhas ao lar. Em decorrência de sua menor força física e da expectativa da sociedade em relação à violência masculina, a mulher tende a se especializar na violência verbal mas, de fato, esse tipo de violência não é monopólio das mulheres.
Por razões psicológicas íntimas, normalmente decorrentes de complexos e conflitos, algumas pessoas se utilizam da violência verbal infernizando a vida de outras, querendo ouvir, obsessivamente, confissões de coisas que não fizeram. Atravessam noites nessa tortura verbal sem fim. "Você tem outra+o).... Você olhou para fulana+o)... Confesse, você queria ter ficado com ela (e)" e todo tido de questionamento, normalmente argumentados sob o rótulo de um relacionamento que deveria se basear na verdade, ou coisa assim.
A violência verbal existe até na ausência da palavra, ou seja, até em pessoas que permanecem em silêncio. O agressor verbal, vendo que um comentário ou argumento é esperado para o momento, se cala, emudece e, evidentemente, esse silêncio machuca mais do que se tivesse falado alguma coisa.
Nesses casos a arte do agressor está, exactamente, em demonstrar que tem algo a dizer e não diz. Aparenta estar doente mas não se queixa, mostra estar contrariado, "fica bicudo" mas não fala, e assim por diante. Ainda agrava a agressão quando atribui a si a qualidade de "estar quietinho em seu canto", de não se queixar de nada, causando maior sentimento de culpa nos demais.
Ainda dentro desse tipo de violência estão os casos de depreciação da família e do trabalho do outro. Um outro tipo de violência verbal e psicológica diz respeito às ofensas morais. Maridos e esposas costumam ferir moralmente quando insinuam que o outro tem amantes. Muitas vezes a intenção dessas acusações é mobilizar emocionalmente o(a) outro(a), fazê-lo(a) sentir diminuído(a). O mesmo peso de agressividade pode ser dado aos comentários depreciativos sobre o corpo do(a) cônjuge.
O que fazer se for uma vítima de violência
Ainda que não haja sinais externos de agressão, deve recorrer ao hospital local (de preferência), centro de saúde ou médico particular para ser observada e tratada; é importante identificar o agressor. Se reside nas grandes áreas de Lisboa, Porto e Coimbra, deve dirigir-se para exame médico-legal, ao respectivo Instituto de medicina Legal, onde está, diariamente, escalado um perito médico-legal.
Fora destas áreas, deve dirigir-se aos Gabinetes Médico-legais, a funcionar continuamente, nos Hospitais de: Almada, Angra do Heroísmo, Aveiro, Beja, braga, Bragança, Cascais, Castelo Branco, Chaves, Évora, Faro, Figueira da Foz, Funchal, Guarda, Grândola, Guimarães, Leiria, Penafiel, Ponta Delgada, Portalegre, Portimão, Santa Maria da Feira, Santarém, Setúbal, Tomar, Torres Vedras, Viana do Castelo, Vila Franca de Xira, Vila Real, Viseu.
Os Institutos e os Gabinetes podem receber denúncias de crimes e praticar os actos cautelares necessários e urgentes para assegurar os meios de prova, procedendo, nomeadamente, ao exame de vestígios e transmitindo essas denúncias, no mais curto prazo, ao Ministério Público.
Deve apresentar queixa contra o agressor, podendo, para o efeito, dirigir-se à esquadra (ou elemento da PSP em serviço na urgência do hospital), posto da GNR do local onde ocorreu a agressão ou Polícia Judiciária ou directamente ao Tribunal. Poderá também dirigir-se ao Instituto de Medicina Legal (Lisboa, Coimbra e Porto), ou aos gabinetes médico-legais, que funcionam em muitos hospitais de todo o País. Para qualquer destas diligências faça-se acompanhar, se possível, de familiar ou pessoa amiga.
Ao apresentar queixa, deve exigir documento comprovativo de a ter feito.
Se ao apresentar queixa contra o marido, companheiro, ou progenitor de descendente comum em 1.º grau (pais), receia que a sua integridade física ou psíquica, ou a dos filhos, fique ameaçada, pode sair de casa.
Deixar a casa em consequência de maus tratos que possam ser provados não prejudica o direito de ficar com os filhos, quando menores, de residir na casa de morada de família, de pedir alimentos ao cônjuge bem como o direito ao recheio da casa e outros bens do casal, no caso de vir, posteriormente, a divorciar-se.
A ocorrência de maus-tratos deve, tanto quanto possível, ser conhecida pelos familiares, incluindo os filhos, vizinhos ou pessoas amigas não só para poderem prestar assistência e apoio, como para poderem ser testemunhas em processo-crime ou de divórcio litigioso.
Os maus-tratos constituem um crime punido com pena de prisão ou de multa, podendo ainda ser aplicada a pena acessória de proibição de contacto com a vítima, incluindo a de afastamento desta.
Podem ser fundamento de divórcio ou separação litigiosa.
Trabalhos Escolares, ENEM, VESTIBULAR,TODAS AS MATÉRIAS, BIOLOGIA, ED. FÍSICA, FÍSICA, GEOGRAFIA,HISTÓRIA,INFORMÁTICA, LITERATURA, MATEMÁTICA, PORTUGUÊS, QUÍMICA E MUITO MAIS!!! tudo grátis, trabalhos feitos, trabalhos acadêmicos, trabalhos universitários, monografias, teses, tcc, trabalho de conclusão de curso, informativos, livros, revistas, artigos, artigos científicos, artigos imparcialistas, documentos de investigações, monografias, resenhas, paper, ensaios, bibliografias, textos, traduções, regras ABNT, Vancouver, digitações, dissertações, projetos, pesquisas, conteúdos para o ensino médio, fundamental, vestibulares e cursos, coletâneas, frases, conclusões, mensagens, citações, temas, textos jornalísticos, gêneros literários, arquivos, relatórios, apostilas, publicações, revisões, anteprojetos, resenhas, orientações, poesias, receitas, doutrinas, plano de negócios. Educação, educacional, escola, escolar, escolres, estudos, estudante, estudando, professor, professora, professores, ensino, ensinar, ensinando, instrução, instruir, instruído, instruindo, educar, educando, eduque. Tudo gratuito, gratuitamente, grátis. geografia, geofísica e geologia, normas abnt, trabalhos prontos, monografia, trabalhosescolares, revisados, universidades, faculdade, Pesquisa Escolar, lista de resumos, downloads de livros, Imagens, Educação, guerras, pedagogias, biblioteca virtual, escola, apostilas, Grupo Escolar, orientações, etapas, dicas.
Marcadores:
Filosofia,
Psicologia,
Trabalhos Escolares
Assinar:
Postagens (Atom)
