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quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Claude Debussy - Vida e Obra - Biografia


Claude Debussy

A música inovadora de Debussy agiu como um fenômeno catalisador de diversos movimentos musicais em outros países. Em França, só se aponta Ravel como influenciado, mas só na juventude, não sendo propriamente discípulo. Influenciados foram também Béla Bartók, Manuel de Falla, Heitor Villa-Lobos e outros. Do Prélude à l'après-midi d'un Faune ("Prelúdio ao entardecer de um Fauno"), com que, para Pierre Boulez, começou a Música moderna, até Jeux ("Jogos"), toda a arte de Debussy foi uma lição de inconformismo2 .

Índice

1 Vida
2 Obra
2.1 Características de sua composição
2.1.1 Impressionismo
2.2 Gêneros
2.2.1 Música orquestral
2.2.2 Música de câmara
2.2.3 Música para piano
2.2.4 Música vocal
2.2.5 Ópera e balé
3 Na astronomia

Vida

A vocação musical do jovem foi descoberta por Mme Fauté de Fleurville, que o preparou para o Conservatório, onde foi admitido em 1873.

Em 1884 recebe o Grande Prêmio de Roma de composição. Viaja para Moscou, com Mme von Meck, protetora de Tchaikovsky, interessando-se pela obra do então desconhecido Mussorgsky, que o influenciará.

Após uma estada na villa Médici, em Roma, retorna a Paris, em 1887, entrando em contato com a vanguarda artística e literária. Frequenta os mardis de Mallarmé (reuniões semanais realizadas às terças-feiras, na casa do poeta simbolista Stéphane Mallarmé). No mesmo ano conhece Brahms, em Viena. Em 1888 ouve, em Bayreuth, Tristão e Isolda, de Wagner, que lhe causa profunda impressão. Em Paris, na exposição de 1889, ouve música do Oriente.

Por volta de 1887, inicia uma relação com Gabrielle Dupont. Os dois viverão juntos durante quase dez anos - Debussy levando uma vida boêmia.3


A casa de Bichain, onde Claude Debussy passou os verões de 1902 a 1904.

Debussy, no verão de 1893, na casa de seu amigo Ernest Chausson.
Debussy se separa de Gabrielle para se casar, em 19 de outubro de 1899 em Paris, com Marie-Rosalie (Lilly) Texier, uma costureira de Bichain, um povoado de Villeneuve-la-Guyard (Yonne)1 , a 80 km ao sul de Paris, onde ele passará os verões de 1902 a 1904. Lá, Debussy compõe a maior parte de La Mer.

Quatro anos mais tarde, ele encontra Emma Bardac, esposa de um banqueiro e ex-amante de Gabriel Fauré, iniciando com ela uma nova relação sentimental. Deixa, então, Lilly, que, abalada pela separação, tenta se matar com um tiro no peito mas sobrevive. O caso provoca um escândalo, e Debussy é duramente criticado por sua atitude, mesmo pelos amigos mais próximos. De todo modo, ele consegue o divórcio e se casa com Emma em 1908. O casal terá uma filha, Claude-Emma Debussy, apelidada de Chouchou, nascida em 30 de outubro de 1905, a quem ele dedica sua suíte para piano Children's Corner, composta entre 1906 e 1908.


Emma Bardac, por Léon Bonnat (1903).
A vida de Debussy corre sem grandes acontecimentos, excetuando-se o escândalo doméstico do seu divórcio e a tumultuada estreia de Pelléas et Mélisande, em 1902.

Em 1909, Debussy soube que sofria de câncer. 4

A maior parte de sua obra tardia constitui-se de música de câmara, incluindo três extraordinárias sonatas para violoncelo, para violino e para flauta, viola e harpa. Com o organismo solapado pelo câncer, Debussy trabalhou com notável coragem. A eclosão da Primeira Guerra Mundial, em 1914, roubou-lhe todo o interesse pela música. Após um ano de silêncio, ele percebeu que tinha de contribuir para a luta da única maneira que podia, "criando com o melhor de minha capacidade um pouco daquela beleza que o inimigo está atacando com tanta fúria." Uma de suas últimas cartas fala de sua "vida de espera - a minha existência sala de espera, eu poderia chamá-la - porque sou um pobre viajante esperando por um trem que não virá." Seu último trabalho, a Sonata para Violino e Piano L 140, foi executado em maio de 1917, com ele ao piano. Ele tocou essa mesma peça em setembro, em Saint-Jean-de-Luz. Foi a última vez que tocou em público.4

Debussy morreu em 25 de março de 1918, durante o bombardeio de Paris, durante a última ofensiva alemã da Primeira Guerra Mundial. Encontra-se sepultado no Cemitério de Passy, em Paris.5 Pouco tempo depois, em 14 de julho de 1919, também morreria sua filha, Chouchou, de difteria. Ela foi sepultada no túmulo de seu pai, em Passy.

Obra

À exceção de algumas peças mais conhecidas, Debussy deixou obra pouco acessível, pelo caráter inovador. Para o grande público seu nome está ligado aos sketches sinfônicos de La Mer (1905), ao terceiro movimento da Suite bergamasque (1809-1905), Luar, aos noturnos para orquestra e algumas peças dos Prelúdios para piano. É o Debussy impressionista, autor de uma música vaga 'que se ouve com a cabeça reclinada nas mãos', segundo Cocteau.

Características de sua composição

Tais conceitos foram, depois, reformulados. Mas, por algum tempo, Debussy foi vítima do equívoco de ser considerado autor de uma música 'literária' e 'pictórica', por causa de suas ligações com a poesia simbolista e com o Impressionismo nas artes plásticas. Sua inovação foi, entretanto, de ordem musical, e é em termos musicais que a sua obra passou depois a ser compreendida.

Impressionismo

O impressionismo de Debussy residiria no caráter fluido e vago, de seus sutis joguinhos harmônicos, em que a melodia parecia dissolver-se. Mas essa fluidez era a aparência, como depois se viu. A melodia não se dissolveu propriamente, mas libertou-se dos cânones tradicionais, das repetições e das cadências rítmicas. Debussy não seguiu também as regras da harmonia clássica: deu uma importância excepcional aos acordes isolados, aos timbres, às pausas, ao contraste entre os registros. Trouxe uma nova concepção de construção musical, que se acentuou na sua última fase. Por isso foi incompreendido. O que não lhe desagradaria, pois ele mesmo propôs, certa vez, a criação de uma 'sociedade de esoterismo musical'.

Gêneros

A obra de Debussy é bastante diversificada, do ponto de vista dos gêneros e das formas que utilizou. Não se pode dizer que tenha sido compositor essencialmente vocal ou instrumental, sinfônico ou de câmara, pois todas as suas obras, em que pese a diversidade de meios que utilizou, parecem transmitir a mesma mensagem. A abertura de um universo sonoro inteiramente novo, em que a sugestão ocupou o lugar da construção temática e definida. De modo geral, sua obra pode ser dividida em música para orquestra, música de câmara e para instrumentos solo, música para piano, canções e música coral, obras cênicas e música incidental.

Música orquestral

A música orquestral de Debussy é a que corresponde melhor à sua imagem de impressionista. Em 1894, o "Prelúdio à tarde de um fauno", baseado no poema de Mallarmé, causou estranheza pela 'ausência de melodia': Debussy lançou na verdade, a sugestão de um tema melódico, sem desenvolvimento. Os Noturnos (1893-1899), O mar e Imagens para orquestra (1909) pareciam confirmar a imagem do músico vago, cujas melodias não tinham contornos definidos e cuja construção harmônica parecia desarticulada: o tom poético dos títulos confirmaria a imagem de uma música 'literária'. Mas a poesia estava na música, na liberdade melódica, na pesquisa dos timbres, numa nova construção harmônica. O efeito disso era uma nova e estranha sonoridade.

Música de câmara

A música de câmara e para instrumentos solistas é uma seção reduzida na obra de Debussy. Em 1893 compõe o Quarteto para cordas em sol menor, obra singular cuja construção difere essencialmente do quarteto clássico beethoveniano. Também as três sonatas do seu período final foram construídas segundo princípios inteiramente diversos da sonata clássica vienense, mas por outros motivos. Foram compostas no período da guerra, e Debussy, nacionalista intransigente, rejeitou os princípios da sonata clássica vienense para recuperar a forma cíclica da sonata francesa. As três sonatas (1915-1917), parte de um ciclo que ficou incompleto, para instrumentos diversos, das quais a mais importante é a Sonata para piano e violino, são obras avançadas, com asperezas inéditas em sua música anterior. Entre as composições para instrumento solo destaca-se, em estilo semelhante, Syrinx, para flauta desacompanhada.

Música para piano

A música pianística é uma seção importante na obra de Debussy. São conhecidas sobretudo as coleções Suite Bergamascque, Estampas (1903), Imagens (1905-1907), Canto das crianças (1906-1908) e os Estudos (12) I e II (1915). Da Suite Bergamascque aos Estudos a evolução é marcante: os títulos poéticos desaparecem. Os títulos técnicos dos estudos (notas repetidas, sonoridades opostas, escalas cromáticas, etc.) apenas revelam a consciência técnica inovadora que se ocultava atrás de títulos poéticos como Jardins sob a chuva, Sinos por entre as folhagens, A catedral submersa, YA., em outros conjuntos (Estampas, Imagens, etc.).

No último período, não só a música pianística se torna mais abstrata como também mais áspera na pesquisa de novos timbres. Finalmente, em Seis Epígrafes Antigas e Em Branco e Negro, ambos de 1915, Debussy retorna às fontes clássicas francesas, Couperin e Rameau.

Música vocal

Debussy começou a sua carreira compondo música vocal, persistindo no gênero até os últimos anos de criatividade. O acervo é grande, incluindo a musicalização de muitos poetas. Entre as coleções mais célebres estão os Cinco poemas de Baudelaire (1887-1889), Arietas esquecidas (1888), de Verlaine, as Canções de Bilitis (1897), de Pierre Louys, e as Três baladas de François Villon (1913). A técnica melódica de Debussy fundamenta-se na melodia dos próprios versos, mas, nas baladas de Villon, nota-se a evolução para um severo despojamento.

Ópera e balé

Em 1902, a estréia da ópera Pelléas et Mélisande, sobre texto de Maeterlinck, causou estranheza: era quase uma antiópera, que se pretendia anti-wagneriana na sua extrema contenção de texto declamado. Nela Debussy voltou-se contra toda a tradição dramática, de Berlioz a Wagner. Anos depois, em 1911, O martírio de São Sebastião é uma obra cênica ainda mais insólita. Da mesma época é a música para balé Jeux (1912), obra de surpreendentes inovações e de grande complexidade harmônica.

Na astronomia

O asteróide 4492 recebeu o nome de Debussy, em homenagem ao compositor. O nome de Debussy também foi dado a uma cratera do planeta Mercúrio, com mais de 80 km de diâmetro. A cratera foi formada possivelmente pela colisão de um meteoro e é caracterizada por sulcos que, a partir dela, se estendem por vários quilômetros, o que seria uma metáfora da influência do músico.6 7

Referências

↑ a b Archives départementales des Yvelines, état-civil de Saint-Germain-en-Laye, registre des naissances de l'année 1862, cote 1139097, acte n°239 (p.49).
↑ Júlio Ottoboni (22 de março de 2005). Clair de Lune, composição de Debussy, completa cem anos. Portal Paraná-Online.
↑ Myriam Chimènes, Mécènes et Musiciens : Du salon au concert à Paris sous La IIIe République, Fayard, 2004, 776 p. (ISBN 2-213-61696-5)
↑ a b Debussy's Life - a brief synopsis
↑ Claude Debussy (em inglês) no Find a Grave.
↑ NASA divulga fotos de Mercúrio tiradas pela sonda Messenger (em português). Jornal Digital. Página visitada em 31 de março de 2011.
↑ Ten Craters On Mercury Receive New Names. 18 de março de 2010


Claude Debussy
Claude Debussy ca 1908, foto av Félix Nadar.jpg
Claude Debussy em 1908
Informação geral
Nome completo Claude-Achille Debussy
Nascimento 22 de Agosto de 1862
Origem Saint-Germain-en-Laye
País  França
Data de morte 25 de março de 1918 (55 anos)
Gênero(s) Música clássica
Ocupação(ões) Músico, compositor
Período em atividade 1884 - 1916
Claude-Achille Debussy (Saint-Germain-en-Laye, 22 de Agosto de 18621 — Paris, 25 de Março de 1918) foi um músico e compositor francês.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Carlos Drummond de Andrade



Poeta brasileiro
Biografia de Carlos Drummond de Andrade:


Carlos Drummond de Andrade (1902–1987) foi poeta brasileiro. "No meio do caminho tinha uma pedra tinha uma pedra no meio do caminho". Este é um trecho de uma das poesias de Drummond, que marcou o 2º Tempo do Modernismo no Brasil. Foi um dos maiores poetas brasileiros do século XX.

Carlos Drummond de Andrade (1902-1987) nasceu em Itabira de Mato Dentro, interior de Minas Gerais. Filho de Carlos de Paula Andrade e Julieta Augusta Drummond de Andrade, proprietários rurais decadentes. Estudou no colégio interno em Belo Horizonte, em 1916. Doente, regressa para Itabira, onde passa a ter aulas particulares. Em 1918, vai estudar em Nova Friburgo, Rio de Janeiro, também no colégio interno.

Em 1921 começou a publicar artigos no Diário de Minas. Em 1922 ganha um prêmio de 50 mil réis, no Concurso da Novela Mineira, com o conto "Joaquim do Telhado". Em 1923 matricula-se no curso de Farmácia da Escola de Odontologia e Farmácia de Belo Horizonte. Em 1925 conclui o curso. Nesse mesmo ano casa-se com Dolores Dutra de Morais. Funda "A Revista", veículo do Modernismo Mineiro.

Drummond leciona português e Geografia em Itabira, mas a vida no interior não lhe agrada. Volta para Belo Horizonte, emprega-se como redator no Diário de Minas. Em 1928 publica "No Meio do Caminho", na Revista de Antropofagia de São Paulo, provocando um escândalo, com a crítica da imprensa. Diziam que aquilo não era poesia e sim uma provocação, pela repetição do poema. Como também pelo uso de "tinha uma pedra" em lugar de "havia uma pedra". Ainda nesse ano, ingressa no serviço público. Foi auxiliar de gabinete da Secretaria do Interior de Minas.

Em 1930 publica o volume "Alguma Poesia", abrindo o livro com o "Poema de Sete Faces", que se tornaria um dos seus poemas mais conhecidos: "Mundo mundo vasto mundo se eu me chamasse Raimundo seria uma rima, não seria uma solução". Faz parte do livro também, o polêmico "No Meio do Caminho", "Cidadezinha Qualquer" e Quadrilha". Em 1934 muda-se para o Rio de Janeiro, vai trabalhar com o Ministro da Educação e Saúde, Gustavo Capanema. Em 1940 publica "Sentimento do Mundo" influenciado pela Segunda Guerra Mundial. Em 1942 publica seu primeiro livro de prosa, "Confissões de Minas". Entre os anos de 1945 e 1962, foi funcionário do Serviço Histórico e Artístico Nacional.

Em 1946, foi premiado pela Sociedade Felipe de Oliveira, pelo conjunto da obra. O modernismo exerceu grande influência em Carlos Drummond de Andrade. O seu estilo poético era permeado por traços de ironia, observações do cotidiano, de pessimismo diante da vida, e de humor. Drummond fazia verdadeiros "retratos existenciais", e os transformava em poemas com incrível maestria.

A poesia de Carlos Drummond de Andrade era facilmente entendida e captada pelo grande público, o que o tornou poeta popular, o que não quer dizer que seus poemas fossem superficiais. A Rosa do Povo é um poema muito conhecido e comentado. A rosa nesse poema funciona como metáfora do entendimento universal, dos valores da democracia e da liberdade, valores típicos da modernidade no século 20. Carlos Drummond de Andrade foi também tradutor de autores como Balzac, Federico Garcia Lorca e Molière.

Em 1950, viaja para a Argentina, para o nascimento de seu primeiro neto, filho de Julieta, sua única filha. Nesse mesmo ano estréia como ficcionista. Em 1962 se aposenta do serviço público mas sua produção poética não para. Os anos 60 e 70 são produtivos. Escreve também crônicas para jornais do Rio de Janeiro. Em 1967, para comemorar os 40 anos do poema "No Meio do Caminho" Drummond reuniu extenso material publicado sobre ele, no volume "Uma Pedra no Meio do Caminho - Biografia de Um Poema". Em 1987 escreve seu último poema "Elegia de Um Tucano Morto".

Carlos Drummond de Andrade morreu no Rio de Janeiro, no dia 17 de agosto de 1987, doze dias depois do falecimento de sua filha, a escritora Maria Julieta Drummond de Andrade.

Obras de Carlos Drummond de Andrade
No Meio do Caminho, poesia, 1928
Alguma Poesia, poesia, 1930
Poema da Sete Faces, poesia, 1930
Cidadezinha Qualquer e Quadrilha, poesia, 1930
Brejo das Almas, poesia, 1934
Sentimento do Mundo, poesia, 1940
Poesias e José, poesia, 1942
Confissões de Minas, ensaios e crônicas, 1942
A Rosa do Povo, poesia, 1945
Poesia até Agora, poesia, 1948
Claro Enigma, poesia, 1951
Contos de Aprendiz, prosa, 1951
Viola de Bolso, poesia, 1952
Passeios na Ilha, ensaios e crônicas, 1952
Fazendeiro do Ar, poesia, 1953
Ciclo, poesia, 1957
Fala, Amendoeira, prosa, 1957
Poemas, poesia, 1959
A Vida Passada a Limpo, poesia, 1959
Lições de Coisas, poesia, 1962
A Bolsa e a Vida, crônicas e poemas, 1962
Boitempo, poesia, 1968
Cadeira de Balanço, crônicas e poemas, 1970
Menino Antigo, poesia, 1973
As Impurezas do Branco, poesia, 1973
Discurso da Primavera e Outras Sombras, poesia, 1978
O Corpo, poesia, 1984
Amar se Aprende Amando, poesia, 1985
Elegia a Um Tucano Morto, poesia, 1987



Informações biográficas de Carlos Drummond de Andrade:
Data do Nascimento: 31/10/1902
Data da Morte: 17/08/1987
Morreu aos 84 anos

Benjamin Constant



Militar e político brasileiro
Biografia de Benjamin Constant:


Benjamin Constant (1833-1891) foi militar e político brasileiro. Foi o idealizador da expressão "Ordem e Progresso" da Bandeira brasileira, inspirado no ideal positivista do francês Augusto Comte, que pregava "O amor por princípio, a ordem por base e o progresso por fim". Teve importante papel no processo da Proclamação da República. Por proposta do positivista Demétrio Ribeiro, Benjamin recebeu o título de "Fundador da República Brasileira". Foi professor, doutor em matemática, e ciências físicas. Como militar, galgou vários postos, chegando a General de Brigada. Foi professor e depois diretor do Instituto dos Meninos Cegos, do Rio de Janeiro, durante 20 anos. Em sua homenagem, desde 1891 foi denominado "Instituto Benjamin Constant".

Benjamin Constant (1833-1891) nasceu no dia 18 de outubro, em São Lourenço, Niterói, Rio de Janeiro. Filho do português Leopoldo Henrique Botelho de Magalhães, primeiro-tenente em Portugal, e Bernardina Joaquina da Silva Guimarães. Vieram para o Brasil, onde instalaram uma escola e depois uma padaria, sem sucesso.

Convidado pelo Barão de Lage, foi administrar uma fazenda em Minas Gerais, mediante a divisão dos lucros. Foram os melhores dias, como descreve Benjamin nos versos "Saudades da Infância". No dia 15 de outubro de 1849 Leopoldo falece, deixando a viúva e cinco filhos. Em 28 de fevereiro de 1852, Benjamin ingressa na Escola Militar mas, seu interesse era estudar matemática. Em 1854 iniciou sua carreira de professor de matemática na Escola Militar.

Em maio de 1855 foi promovido a alferes. Em 1859 matriculou-se na Escola Central de química, mineralogia e geologia. Foi promovido a primeiro-tenente e bacharelou-se em ciências físicas e matemática. Em 1858 terminou o curso de engenharia militar. Em 1959 foi convidado pelo Governo para examinador de matemática dos candidatos aos cursos superiores do Império, função que exerceu até 1876. Em 1861 entrou para o observatório Astronômico do Rio de Janeiro, enquanto ensinava matemática no Colégio Pedro II. Em agosto de 1862 foi nomeado professor de matemática do Instituto dos Meninos Cegos.

Benjamin Constante casou-se em 16 de abril de 1865. Teve quatro filhas e um filho. Foi promovido a capitão em 22 de janeiro de 1866 e no dia 22 de agosto recebeu ordens para integrar as operações do Exército na Guerra do Paraguai. Foi atacado pela malária, teve licença e depois de seis meses pediu dispensa do Exército, que não foi aceita, decidido a dedicar-se exclusivamente ao magistério. Voltou então para o Instituto dos Meninos Cegos, agora na função de diretor.

Em 1887 fundou o Clube Militar, importante centro de propaganda republicana, da qual era presidente. No dia 9 de novembro de 1889 presidiu a sessão que decidiu pela queda da Monarquia. Proclamada a República, assume a Pasta de Ministro Guerra do Governo Provisório e em 1890 assume o posto de General-de-brigada. Por discordar das ideias do presidente Deodoro da Fonseca, foi afastado do cargo e para ele foi criada a pasta da Instrução Pública, Correios e Telégrafos.

Benjamin Constant Botelho de Magalhães, faleceu no dia 18 de janeiro de 1891, em Jurujuba, Niterói, vítima de várias complicações decorrentes da malária.



Informações biográficas de Benjamin Constant:
Data do Nascimento: 18/10/1833
Data da Morte: 22/01/1891
Morreu aos 57 anos

Barão do Rio Branco


Diplomata brasileiro
Biografia de Barão do Rio Branco:


Barão do Rio Branco (1845-1912) foi diplomata, advogado, geógrafo e historiador brasileiro. Formou-se em Direito pela Faculdade de Direito do Recife. Foi Ministro das Relações Exteriores durante os mandatos dos presidentes Rodrigues Alves, Afonso Pena, Nilo Peçanha e Hermes da Fonseca. Foi promotor público em Nova Friburgo e deputado por Mato Grosso, ainda na época do Império. Foi Consul Geral do Brasil em Liverpool. Resolveu questões de fronteiras entre o Amapá e a Guiana Francesa, entre Santa Catarina e Paraná contra a Argentina e entre o Acre e a Bolívia. Foi o segundo ocupante da Cadeira nº34 da Academia Brasileira de Letras.

Barão do Rio Branco (1845-1912) nasceu no Rio de Janeiro no dia 20 de abril de 1845, filho de José Maria da Silva Paranhos o Visconde do Rio Branco. Acompanhou seu pai em trabalhos no Uruguai, servindo-o como secretário. Ingressou na Faculdade de Direito de São Paulo, transferindo-se para o Recife, onde concluiu seus estudos. Foi Promotor Público em Nova Friburgo, e Deputado Geral pela Província de Mato Grosso, ainda na época do Império.

Em 1876 foi cônsul geral do Brasil em Liverpool. Logo depois da Proclamação da República do Brasil, ele foi nomeado superintendente na Europa, dos serviços de emigração para o nosso país. Era Ministro do Brasil em Berlim quando foi convidado pelo Presidente Rodrigues Alves para dirigir a Pasta das Relações Exteriores. Permaneceu nesta função durante o mandato de 4 presidentes.

Barão do Rio Branco atuou ativamente nas questões de fronteiras. Em 1894 defendeu os interesses brasileiros entre Santa Catarina e Paraná, contra a Argentina. Em 1900 resolveu a pendência entre o Brasil e a Guiana Francesa sobre a região do Amapá, recebendo o título de Barão, pela causa. Em 1902 esteve a frente das negociações entre o Acre e a Bolívia.

O Barão do Rio Branco foi professor substituto no Colégio Pedro II em 1868. Foi presidente do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Escreveu diversas obras entre elas: Memória Brasileiras, História Militar do Brasil, Efemérides Brasileiras e Episódios da Guerra do Prata. Foi eleito, em 1 de outubro de 1898, para a Academia Brasileira de Letras, sendo o segundo ocupante da Cadeira nº34.

José Maria da Silva Paranhos Júnior, sofrendo de problemas renais, morreu no dia 10 de fevereiro de 1912, na cidade do Rio de Janeiro.



Informações biográficas de Barão do Rio Branco:
Data do Nascimento: 20/04/1845
Data da Morte: 10/02/1912
Morreu aos 66 anos

Afonso Pena



Ex-presidente do Brasil
Biografia de Afonso Pena:


Afonso Pena (1847-1909) foi presidente do Brasil. O Serviço de Proteção ao Índio, foi criado em seu governo, cuja direção foi entregue ao Marechal Cândido Rondon. Foi Deputado pela província de Minas Gerais. Foi eleito 4 vezes para deputado da Câmara Geral, pelo Partido Liberal. Nesse período acumulou os cargos de Ministro da Guerra, da Agricultura, Comércio e Obras Públicas e da Justiça. Foi Governador de Minas Gerais, o primeiro eleito pelo voto direto. Foi eleito presidente do Brasil por duas vezes. Permaneceu na presidência entre 15 de novembro de 1906 e 14 de junho de 1909.

Afonso Pena (1847-1909) nasceu em Santa Bárbara, Minas Gerais, em 30 de novembro. Filho de Domingos José Teixeira Pena, imigrante português e da brasileira Ana Maria dos Santos. Estudou no Colégio do Caraça, dos Padres Lazaristas. Bacharelou-se pela Faculdade de Direito de São Paulo, em 1870. Foi colega de Rodrigues Alves, Rui Barbosa e Castro Alves.

Exerceu extensa carreira política. Foi Deputado da Província de Minas gerais em 1874. Foi eleito quatro vezes para deputado geral, de 1878 a 1889, pelo partido Liberal. Nesse período acumulou o cargo de Ministro da Guerra em 1882, da Agricultura, Comércio e Obras Públicas em 1883 e 1884 e Ministro da Justiça em 1885.

Participou da Assembléia Constituinte mineira e foi relator da constituição estadual. Assim começou sua aproximação com o grupo republicano. Com o afastamento de Cesário Alvim da presidência de Minas Gerais, foi eleito para completar seu mandato. Em 1892 foi um dos fundadores e diretor da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais. Coube a Afonso Pena, a transferência da capital, de Ouro Preto, para Curral del-Rei, onde, em 1894, teve início a construção da nova capital, Belo Horizonte.

Com a morte de Francisco Silviano de Almeida Brandão, eleito mas não empossado, elegeu-se vice-presidente da república no quatriênio 1902-1906. Em 1905, na sucessão de Rodrigues Alves, foi escolhido candidato à presidência da república, com Nilo Peçanha, e elegeu-se com a maioria dos votos. Escolheu seu ministério e logo fez uma viagem de quatro meses por todos os estados litorâneos brasileiros, para ouvir diretamente os governos locais e a opinião pública.

Afonso Pena acelerou a imigração e em 1908 perto de 100 000 colonos espalhavam-se pelo sul do país, destacando-se o italiano. Apoiou um amplo programa ferroviário. Criou o Serviço de Proteção ao Índio cuja direção foi entregue a Rondon. Criou também o Serviço Geológico e Mineralógico, para pesquisa e aproveitamento das riquezas minerais do país.

Afonso Pena faleceu em 14 de junho de 1909, antes de terminar o mandato, após rápida enfermidade, no palácio do Catete, no Rio de Janeiro.



Informações biográficas de Afonso Pena:
Data do Nascimento: 30/11/1847
Data da Morte: 14/06/1909
Morreu aos 61 anos

Princesa Isabel



Monarca brasileira
Biografia de Princesa Isabel:


Princesa Isabel (1846-1921) foi regente do Império no Brasil. Filha de D. Pedro II, assinou a Lei do Ventre Livre e a Lei Áurea, que acabou com a escravidão no Brasil. Segunda filha do Imperador D.Pedro II e da Imperatriz Tereza Cristina, nasceu no Palácio de São Cristóvão, Rio de Janeiro. Irmã da Princesa Leopoldina. Isabel foi a última princesa do Império Brasileiro. Atuou como regente, por três vezes, quando o imperador Pedro II se ausentou do País. Assinou a Lei do Ventre Livre, demitiu o ministro Barão de Cotegipe, em favor do Conselheiro João Alfredo, e em 13 de maio de 1888, assinou a Lei Áurea, que proibia a escravidão no Brasil.

A Princesa Isabel (1846-1921) nasceu no Palácio de São Cristóvão, Rio de Janeiro, no dia 29 de julho de 1846. filha do Imperador Pedro II e da Imperatriz Tereza Cristina. Tornou-se a herdeira do trono, com a morte de seus dois irmãos. Sua irmã mais nova, Princesa Leopoldina foi sua grande companheira.

Para a educação da futura imperadora e de sua irmã a princesa Leopoldina, D.Pedro II designou como sua primeira preceptora, a Condessa de Barral, filha do Embaixador Domingos Borges de Barros. Para elaborar o vasto e rígido programa de estudos, foram contratados diversos mestres, entre eles o Visconde de Pedra Branca. A princesa Isabel mostrava grande interesse pelo estudo de ciências e de química. Desde cedo a princesa se preocupava com a educação no país.

No dia 29 de julho de 1860, a princesa com 14 anos, obedecendo a Constituição, presta juramento de "manter a religião católica, observar a constituição política do País e ser obediente às Leis e ao Imperador". Em 15 de outubro de 1864 a Princesa Isabel casa-se com o Conde D'Eu.

No dia 29 de julho de 1871, conforme a Constituição Brasileira de 1824, a Princesa Isabel, ao completar 25 anos, torna-se a primeira senadora do Brasil. Nesse mesmo ano D. Pedro viaja para Europa, D. Isabel assume a regência e no dia 28 de setembro de 1871 assina a Lei do Ventre-Livre.

Em 15 de outubro de 1875, depois de onze anos, nasceu seu primeiro filho, o Príncipe D. Pedro de Alcântara, e em 26 de janeiro de 1878 nasceu seu segundo filho, D. Luís Maria Filipe. Seu terceiro filho D. Antônio Gastão Francisco nasceu na França, em 09 de agosto de 1881 e no mesmo ano a família voltou para o Brasil.

A Princesa Isabel assume, pela segunda vez a regência, quando D. Pedro vai à Europa para tratamento de saúde. Nessa época a campanha abolicionista contava com o apoio de vários setores da sociedade e o fim da escravidão era uma necessidade nacional. A princesa aliou-se aos movimentos populares e aos partidários da abolição da escravatura. Eram tensas as relações do ministro Barão de Cotegipe, que era a favor da escravidão, com a princesa. Para não adiar o fim da escravidão, a princesa assinou a demissão do Barão e nomeou o Conselheiro João Alfredo para o seu lugar. No dia 13 de maio de 1888, finalmente D. Isabel assinava a lei Áurea, que dizia: "A partir desta data ficam libertos todos os escravos do Brasil".

No dia 15 de novembro de 1889 foi proclamada a República e no dia 17, D. Isabel seguiu, com toda sua família, para o exílio. Ficou instalada no castelo da família do Conde D'Eu, na Normandia.

Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bragança e Bourbon, morreu no dia 14 de novembro de 1921. Seus restos mortais foram transladados em 6 de julho de 1953 para o Rio de Janeiro, juntamente com os de seu marido, o Conde D'Eu, para o Mausoléu da Catedral de Petrópolis.



Informações biográficas de Princesa Isabel:
Data do Nascimento: 29/07/1846
Data da Morte: 14/11/1921
Morreu aos 75 anos

Pedro Álvares Cabral



Navegador português
Biografia de Pedro Álvares Cabral:


Pedro Álvares Cabral (1467-1520) foi navegador português. No dia 22 de abril de 1500, capitão-mor de uma frota de 13 embarcações, chegou ao Brasil. Descendente de família nobre, estudou em Lisboa onde aprendeu literatura, história, cosmografia, artes militares e técnicas náuticas. Em 1499, foi nomeado pelo rei D. Manuel, capitão-mor da armada que partiria para às Índias, seguindo a rota recém inaugurada por Vasco da Gama, contornando a África, com missão diplomática e comercial.

Pedro Álvares Cabral (1467-1520) nasceu no Castelo de Belmonte, na Beira Baixa, Portugal, no ano de 1467. Foi o terceiro filho de Fernão Cabral e Isabel Gouveia de Queirós. De família nobre, famosa nas lutas contra os mouros e castelhanos, estudou em Lisboa onde aprendeu literatura, história, cosmografia e artes militares. Na corte de D. João II (1481-1495) aperfeiçoou-se em cosmografia e estudou técnicas militares.

No reinado de D. João II começaram as grandes saídas marítimas. Experientes no uso de caravelas, os portugueses passaram a explorar a costa ocidental da África. Em 1488 Bartolomeu Dias cruzou o cabo da Boa Esperança, extremo sul da África e, em 1498 Vasco da Gama chegou em Calicute, na Índia.

Na corte de D. Manuel (1495-1521), Cabral foi agraciado com o título de Fidalgo do Conselho do Rei e Cavaleiro da Ordem de Cristo. Em 1499, foi nomeado capitão-mor da armada que seguiria para a Índia, com missão diplomática, comercial e militar.

Pedro Álvares Cabral assumiu o posto de capitão-mor da frota, composta por dez naus e três caravelas, entregando o comando a navegadores experientes, entre eles, Bartolomeu Dias. Havia pessoas importantes em cada navio como fidalgos e religiosos, entre eles, o Frei Henrique Soares de Coimbra. Estava a bordo o escrivão Pero Vaz de Caminha e ainda cientistas e astrônomos.

No dia 9 de março de 1500, no porto de Lisboa, após uma missa, em meio a uma grandiosa cerimônia com a presença do rei e sua corte, Cabral recebe das mãos do rei o estandarte real, símbolo do seu poder, partindo em seguida para às Índias.

No dia 22 de abril a esquadra avista novas terras. No dia 23 ancoram na atual baía Cabrália, entre a ilha da Coroa Vermelha e a baía rasa de Santa Cruz, no Estado da Bahia. Pero Vaz de Caminha, na carta que envia depois ao rei D. Manuel, conta que Cabral, resolveu mandar um pequeno barco, com Nicolau Coelho, para ver o local de perto. Vinte homens pardos, todos nus se aproximaram do escaler. Os homens traziam arco e flecha, mas a um sinal dos portugueses baixaram as armas.

No dia 26 de abril, na ilha da Coroa Vermelha, é rezada a primeira missa no Brasil. Nos dias que se seguiram, Cabral organizou diversas excursões para conhecer melhor o lugar. No dia 1 de maio, uma cruz foi levada até as margens, tinha as armas de Portugal esculpidas, era o marco da soberania portuguesa. Foi colocada na entrada da floresta, diante de um pequeno altar, onde foi celebrada a segunda missa, sob os olhares dos indígenas, como cerimônia de posse das terras.

No dia 2 de maio a nau de Gaspar de Lemos retorna a Portugal, levando a carta de Pero Vaz de caminha. Os demais navios seguem para às Índias. No dia 13 de maio, quatro embarcações, entre as quais a de Bartolomeu Dias, são destruídas pela tormenta.

Pedro Álvares Cabral chega à Calicute, na Índia, no dia 13 de setembro de 1500, onde assina o primeiro acordo comercial entre os dois países. Retornou à Europa com um grande carregamento de especiarias e produtos locais. Em junho de 1501, seis navios remanescentes da grande esquadra chegam de retorno ao Tejo. Cabral é recebido com festas, era a consolidação do comércio com o oriente.

Em 1503, casa-se com D. Isabel de Castro. Em 1518 recebe o título de Cavaleiro do Conselho Real. Em 1509, Cabral retira-se de Lisboa e passa a viver em Santarém.

Pedro Álvares Cabral faleceu em Santarém, Portugal, no ano de 1520. Seu corpo foi sepultado na Igreja da Graça.

Mahatma Gandhi



Líder pacifista indiano
Biografia de Mahatma Gandhi:


Mahatma Gandhi (1869-1948) foi líder pacifista indiano. Principal personalidade da independência da Índia, então colônia britânica. Ganhou destaque na luta contra os ingleses por meio de seu projeto de não-violência. Além de sua luta pela independência da índia, também ficou conhecido por seus pensamentos e sua filosofia. Recorria a jejuns, marchas e à desobediência civil, ou seja, estimulava o não pagamento dos impostos e o boicote aos produtos ingleses.

As rivalidades entre hindus e muçulmanos retardaram o processo de independência. Com o início da Segunda Guerra Mundial, Gandhi voltou a lutar pela retirada imediata dos britânicos do seu país. Só em 1947 os ingleses reconheceram a independência da Índia.

Mahatma Gandhi (1869-1948) nasceu em Porbandar na Índia, no dia 2 de outubro. Seu nome verdadeiro era Mohandas Karamchand. Seu pai era um político local. Como era costume Gandhi teve um casamento arranjado aos 13 anos de idade. Foi para Londres estudar Direito e em 1891 voltou ao seu país para exercer a profissão. Dois anos depois, vai para a África do Sul, também colônia britânica, onde inicia um movimento pacifista.

Terminada a primeira guerra mundial, a burguesia na Índia, desenvolveu forte movimento nacionalista, formando o Partido do Congresso Nacional Indiano, tendo como líderes Mahatma Gandhi e Jawaharlal Nahru. O programa pregava a independência total da Índia, uma confederação democrática, a igualdade política para todas as raças, religiões e classes, as reformas sócio-econômicas e administrativas e a modernização do Estado.

Mahatma Gandhi destacou-se como principal personagem da luta pela independência indiana. Recorria a jejuns, marchas e a desobediência civil, incentivando o não pagamento de impostos e o não consumo de produtos ingleses. Embora usassem a violência na repressão ao movimento nacionalista da Índia, os ingleses evitavam o confronto aberto. Em 1922 uma greve contra o aumento de impostos reúne uma multidão que queima um posto policial e Ganghi é detido e condenado a seis anos de prisão. Em 1924 é libertado e em 1930 lidera a marcha para o mar, quando milhares de pessoas andam mais de 320 quilômetros, para protestar contra os impostos sobre o sal.

As rivalidades que existiam entre hindus e muçulmanos, que tinham como representante Mohammed Ali Jinnah e que defendia a criação de um Estado muçulmano, retardaram o processo de independência.

Com o início da Segunda Guerra Mundial, Gandhi volta à luta pela retirada imediata dos britânicos do seu país. Por fim em 1947 os ingleses reconheceram a independência da Índia, mantendo contudo seus interesses econômicos. As divisões internas levaram o governo a criar duas nações, a União Indiana, governada pelo primeiro ministro Nehru, e o Paquistão, de população muçulmana. A divisão interna gerou violenta migração de hindus e muçulmanos em direção opostas da fronteira, que resultou em sérios conflitos.

Gandhi aceita a divisão do país e atrai o ódio dos nacionalistas. Um ano após conquistar a independência, foi morto a tiros por um hindu rebelde e suas cinzas foram jogadas no Rio Ganges, local sagrado para os hindus.



Informações biográficas de Mahatma Gandhi:
Data do Nascimento: 02/10/1869
Data da Morte: 30/01/1948
Morreu aos 78 anos

Lima Barreto



Escritor e Jornalista
Biografia de Lima Barreto:


Lima Barreto (1881-1922) foi escritor e jornalista brasileiro. Filho de pais pobres e mestiços sofreu esse preconceito em toda sua vida. Logo cedo ficou órfão de mãe. Estudou no Colégio Pedro II e ingressou na Escola Politécnica, no curso de Engenharia. Seu pai enlouquece e é internado, obrigando Lima Barreto a abandonar o curso de Engenharia. Para sustentar a família, empregou-se na Secretaria de Guerra e ao mesmo tempo, escrevia para vários jornais do Rio de Janeiro. Ao produzir uma literatura inteiramente desvinculada dos padrões e do gosto vigente, recebe severas críticas dos letrados tradicionais. Explora em suas obras, as injustiças sociais e as dificuldades das primeiras décadas da República. Com seu espírito inquieto e rebelde, Lima Barreto entrega-se ao álcool.

Afonso Henrique de Lima Barreto (1881-1922) nasceu no Rio de Janeiro no dia 13 de maio. Filho de Joaquim Henriques de Lima Barreto e Amália Augusta, ambos mestiços e pobres. Sofreu preconceito a vida toda. Seu pai era tipógrafo e sua mãe professora primária. Logo cedo ficou órfão de mãe.

Lima Barreto estudou no Liceu Popular Niteroiense e concluiu o curso secundário no Colégio Pedro II, local onde estudava a elite litrária da época. Sempre com a ajuda de seu padrinho, o Visconde de Ouro Preto, ingressou na Escola Politécnica do Rio de Janeiro, onde iniciou o curso de Engenharia. Em 1904 foi obrigado a abandonar o curso, pois, seu pai havia enlouquecido e o sustento dos três irmão agora era responsabilidade dele.

Em 1904 consegue emprego de escrevente copista na Secretaria de Guerra, ao mesmo tempo que colabora com quase todos os jornais do Rio de Janeiro. Ainda estudante já colaborava para a Revista da Época e para a Quinzena Alegre. Em 1905 passa a escrever no Correio da Manhã, jornal de grande prestígio.

Em 1909 Lima Barreto publica o romance "Recordações do Escrivão Isaías Caminha". O texto acompanha a trajetória de um jovem mulato, que vindo do interior sofre sérios preconceitos raciais. Em 1915 escreve "Triste Fim de Policarpo Quaresma", e em 1919 escreve "Vida e Morte de M.J.Gonzaga de Sá". Esses três romances apresentam nítidos traços autobiográficos.

Com uma linguagem descuidada, suas obras são impregnadas da justa preocupação com os fatos históricos e com os costumes sociais. Lima Barreto torna-se uma espécie de cronista e um caricaturista se vingando da hostilidade dos escritores e do público burguês. Poucos aceitam aqueles contos e romances que revelavam a vida cotidiana das classes populares, sem qualquer idealização.

A obra prima de Lima Barreto, não perturbada pela caricatura, foi "Triste Fim de Policarpo Quaresma". Nela o autor conta o drama de um velho aposentado, O Policarpo, em sua luta pela salvação do Brasil.

Afonso Henriques Lima Barreto com seu espírito inquieto e rebelde, seu inconformismo com a mediocridade reinante, se entrega ao álcool. Suas constantes depressões o levam duas vezes para o hospital. Em 01 de novembro de 1922 morre de um ataque cardíaco.

Obras de Lima Barreto
Recordações do Escrivão Isaías Caminha, romance, 1909
Aventuras do Dr. Bogoloff, humor, 1912
Triste Fim de Policarpo Quaresma, romance, 1915
Numa e Ninfa, romance, 1915
Vida e Morte de M. J. Gonzaga e Sá, romance, 1919
Os Bruzundangas, sátira política e literária, 1923
Clara dos Anjos, romance, 1948
Coisas do Reino do Jambon, sátira política e literária, 1956
Feiras e Mafuás, crônica, 1956
Bagatelas, crônica, 1956
Marginália, crônica sobre folclore urbano, 1956
Vida Urbana, crônica sobre folclore urbano, 1956



Informações biográficas de Lima Barreto:
Data do Nascimento: 13/05/1881
Data da Morte: 01/11/1922
Morreu aos 41 anos

John Fitzgerald Kennedy



Político norte americano
Biografia de John Fitzgerald Kennedy:


John Fitzgerald Kennedy (1917-1963) foi um político norte americano. Eleito presidente em 1960 e assassinado em 1963. Foi o mais jovem presidente eleito nos Estados Unidos. Foi o primeiro norte americano de ascendência irlandesa e religião católica a ocupar a Casa Branca. Estudou em Harvard e impressionou os professores pelo talento para escrever. Embora com saúde frágil, alistou-se na Marinha e foi designado para o Serviço de Inteligência Naval. Foi eleito com vitória esmagadora, para a Câmara de Deputados por Massachusetts. Foi reeleito duas vêzes. Em 1952 iniciou sua campanha para o Senado, ganhou com 51% dos votos. Nas eleições para o Senado, em 1958, conseguiu 73% dos votos. Em 1960 foi eleito presidente. No dia 22 de novembro de 1963 foi assassinado na cidade de Dallas no Texas.

John Fitzgerald Kennedy (1917-1963) nasceu no dia 29 de maio, em Brookline, Massachusetts, Estados Unidos. Filho de Joseph Kennedy e Rose Fitzgerald, rica família católoca. Tiveram nove filhos, O mais velho Joseph Patrick Jr., Jonh Kennedy, Rosemary, Kathleen, Eunice, Patricia, Robert, Jean e Edward o caçula.

John Kennedy frequentou escolas particulares antes de ingressar na Choate, escola tradicional de Wallingford Connecticut. Mesmo com a saúde frágil, frequentava o time de futebol da escola e era popular entre os colegas. Em 1935 ingressou na Universidade de Princeton, mas abandonou por questões de saúde. Ficou dois meses em tratamento num hospital, em seguida vai para uma fazenda se recuperar. Em 1936 matricula-se na Universidade de Harvard, impressionando os professores pelo talento para escrever. Voltou ao futebol e sofreu uma ruptura na coluna, problema que o atormentou pelo resto da vida.

Seu pai foi para Grã Bretanha, nomeado Embaixador dos Estados Unidos, em 1937, John ainda estudava em Harvard. Viajou para Europa onde passou todo o ano que precedeu a segunda Guerra. Acompanhou os acontecimentos, recolheu dados sobre a política inglesa de apaziguamento no pré-guerra e em julho de 1940 apresentou sua tese de conclusão de curso. Depois publicada em livro com o título Por que a Inglaterra dormia?, que logo tornou-se Best-seller.

John Kennedy alistou-se no exército mas pela saúde frágil foi recusado. Foi aceito na Marinha em 1941 e designado para o Serviço de Inteligência Naval. A guerra prosseguia, em julho de 1942 alistou-se para integrar a tripulação de barcos torpedeiros. No comando de uma patrulha em Tulagi, uma das Ilhas Salomão, no Pacífico Sul, foi atacado por um destróier japonês. Conseguiu salvar sua tripulação. Seis dias depois os sobreviventes foram resgatados. Tornou-se um herói da Guerra do Pacífico.

John Kennedy empregou-se como repórter da rede de jornais Hearst onde cobriu a Seção da abertura da ONU e as eleições inglesas depois da renúncia de Winston Churchill. Em abril de 1946 candidatou-de para Câmara dos Deputados por Massachusetts, com seu irmão Robert participando da campanha. Em novembro com uma vitória esmagadora dá início a sua carreira política.

Em 1947 viajou para Europa. Em Londres Kennedy adoeceu e os médicos diagnosticaram doença de Addison, um mau funcionamento das glândulas supra-renais. Tratado, mas achando que não viveria muito tempo, passou a viver cada dia como se fosse o último. Foi reeleito em 1948 e em 1950.

Com anseio de participar da política externa, candidatou-se ao Senado. Impressionou-se com a situação do Vietnam, envolvido numa guerra de libertação contra os colonizadores franceses. Em abril de 1952 iniciou sua campanha, ganhou com 51% dos votos. Em 1953 casa-se com Jacqueline Bouvier, de família rica da alta sociedade de Washington. Foi o casamento do ano.

John Kennedy, com sérios problemas na coluna, foi operado em 1954, contraindo uma infecção hospitalar, entrou em coma. Recuperado volta para casa às vésperas do natal. Durante a recuperação escreveu Perfis de Coragem, que ganhou o Prêmio Pulitzer de 1957.

Mesmo sofrendo uma derrota dentro do partido, para o cargo de vice-presidente em 1956, seu desempenho agradou e tornou-se mais popular. Em 1957 nasce sua filha Caroline. Nas Eleições para o Senado, em 1958, consegue 73% dos votos. No dia 2 de janeiro de 1960 anunciou oficialmente sua candidatura para presidente. Em julho de 1960 consegue sua primeira vitória, foi indicado cadidato à presidência do Partido Democrata, com Lyndon Johnson para vice-presidente. Em novembro de 1960 derrotou Nixon por uma pequena margem de votos. Em novembro nasce Jonh Fitzgeralg Jr.

Em 30 de janeiro de 1961 Kennedy fez seu primeiro pronunciamento oficial no Congresso. Em seu governo Kennedy enfrentou além da miséria, a discriminação racial nos Estados Unidos, o comunismo na América Latina, especialmente em Cuba, conflitos na África, guerras civis e compromissos de assistência com os países do sudeste da Ásia, a aceleração da corrida armamentista e a guerra fria entre Estados Unidos, União Soviética e China.

Em março de 1961 aprovou a formação do Corpo da Paz, chefiado por Robert Shriver, seu cunhado, formado por grupos voluntários norte-americanos, a serviço de nações menos desenvolvidas. Em abril fracassa na tentativa de invasão de Cuba na Bahia dos Porcos. Em março de 1962 anuncia a retomada dos testes nucleares na atmosfera. Em julho de 1963 submete o projeto de lei dos direitos civis à aprovação do Congresso.

John Fitzgerald Kennedy e Jaqueline, desfilando em carro aberto, sorriam e acenavam para o povo, no dia 22 de novembro de 1963, durante uma visita à cidade de Dallas, no Texas. O cortejo entrou na praça Dealey. De repente da janela do sexto andar de um depósito de Livros, um homem apontou uma arma e atirou. o Presidente Kennedy foi atingido fatalmente por duas balas, uma na garganta e outra na cabeça. Os tiros foram disparados por Lee Oswald, que foi preso e dois dias depois foi morto a tiros diante das câmeras de televisão por Jack Ruby.

John Kennedy foi enterrado no dia 25 de novembro de 1963, no Cemitério Nacional de Arlington, com a presença de 92 líderes de outras nações. Milhares de pessoas saíram às ruas para prestar a última homenagem ao presidente morto. Acompanhada dos dois filhos Jaqueline acendeu a tocha do fogo eterno sobre o túmulo de Kennedy.



Informações biográficas de John Fitzgerald Kennedy:
Data do Nascimento: 29/05/1917
Data da Morte: 22/11/1963
Morreu aos 46 anos

Homero



Poeta grego
Biografia de Homero:


Homero (séc. VIII a.C.) foi um poeta grego, a quem se atribuem as obras-primas Ilíada e Odisseia. Um dos maiores escritores da antiguidade. Sobre a data da elaboração das epopeias, sabe-se apenas que ocorreu entre os séculos IX e VIII a.C. e que a Ilíada precedeu a Odisseia em 50 anos. A Odisseia conta a aventura do herói Ulisses, até a sua volta para a ilha de Ítaca. Na Ilíada Homero narra os acontecimentos da Guerra de Troia, no século IX a.C., e as proezas dos heróis gregos e troianos.

Homero (séc. VIII a.C.) pouco se sabe sobre Homero e o ambiente em que teria vivido por volta dos séculos IX e VIII a.C., o chamado período homérico. Esmirna, Rodes, Quios, Argos, Ítaca, Pilos e Atenas reivindicam a honra de ter sido a cidade de Homero, dada a importância dessas obras.

No século VI a.C., quando as obras passaram da forma oral, original, para a forma escrita, pensou-se que a Ilíada e a Odisseia poderiam ser obras de autores diferentes. Depois passou-se a duvidar da própria existência de Homero.

A Odisseia é composta de 24 cantos ou rapsódias, divididas em três partes, embora não apresente separação explícita. A primeira parte abrange os cantos I e IV, trata de Telêmaco, filho de Ulisses e Penélope. Nessa primeira parte Ulisses não aparece, a referência sobre ele é sua ida para a Guerra de Troia onde permaneceu dez anos. Telêmaco, seu filho, luta contra as investidas dos que pretendiam conquistar sua mãe, que resistiu tenazmente. Penélope declarou que elegeria um pretendente quando terminasse de tecer a mortalha de Laertes, pai de Ulisses. Durante o dia tecia e de noite desfazia.

Na segunda parte que abrange os cantos V a XIII, As aventuras de Ulisses são relatadas. Ele mesmo enumera que vagou sem destino pelo mar, perdidas as rotas de retorno a Ítaca. Sete anos se passaram quando Calipso, deusa apaixonada, o reteve na ilha Ogígia. Libertado por intervenção de Atenas, naufragou próximo a ilha de Feáceos.

A terceira parte relata a vingança de Ulisses que, de volta a Ítaca, após vinte anos, disfarçado de mendigo, mistura-se ao povo e aos poucos vai se informando das traições ocorridas na sua ausência. Aos poucos vai se revelando, primeiro ao filho e depois a Penélope. Luta contra seus traidores, aniquila os inimigos e volta para seu palácio.

A Ilíada relata os acontecimentos da Guerra de Troia. Composta por 24 cantos as proezas dos heróis gregos e troianos são minuciosamente narradas. Homero não foi testemunha dos fatos, pois viveu quatro séculos depois. Sem se preocupar com a verdade histórica, transformou a história num poema. Na Ilíada a bela Helena, filha de Priamo, rei de Esparta era desejada por monarcas e príncipes. Entre os séc XIII e XII a.C. a Grécia tinha diversos reinos. Menelau foi o escolhido, casam-se com grande pompa em Esparta.

Com a morte de Priamo, Melenau torna-se rei de Esparta. Quando o príncipe de Troia, visitou a corte espartana, na ausência de Menelau, apaixonou-se por Helena e resolveu raptá-la. Este foi o principal motivo da Guerra de Troia. Vários combatentes entre eles Aquiles e Ulisses, foram reunidos para conquistar Troia e recuperar Helena.

Foram dez anos de luta quando Ulisses resolve presentear Troia com um gigantesco cavalo de madeira, com grande número de soldados no seu interior. Troia foi invadida e incendiada e Helena reconduzida a Esparta. A expressão "presente de grego" é sinônimo de cavalo de Troia. Vários historiadores chegaram a duvidar da existência de Troia, até que em 1870 o arqueólogo alemão Heinrich Schliemann descobriu as ruínas, baseado em relatos de Homero.

Heitor Villa-Lobos



Compositor brasileiro
Biografia de Heitor Villa-Lobos:


Heitor Villa-Lobos (1887-1959) foi maestro e compositor brasileiro, considerado o expoente máximo da música do modernismo no Brasil.

Heitor Villa-Lobos (1887-1959) nasceu no Rio de Janeiro, no dia 5 de março de 1887. Recebeu orientação musical ainda criança. No ano de 1915 Villa-Lobos começou sua vida profissional como instrumentista e com 19 anos de idade fez suas primeiras composições.

Em 1922 participou da semana de arte realizada em São Paulo. No ano de 1923, viajou para a Europa e só voltou ao Brasil no ano de 1929. Muitas orquestras foram dirigidas por ele. Escreveu várias composições. Organizou um coral de 12.000 vozes em São Paulo no ano de 1931, acontecimento de grande importância na América do Sul. Fez várias viagens pelo mundo dirigindo com entusiasmo suas próprias composições. Recebeu grande incentivo de Debussy e Stravinski.

Em suas viagens pelo Brasil, fez pesquisas e anotou em seu diário as muitas modalidades musicais do folclore brasileiro, para depois analisar e formar suas composições. São muitas as peças que compôs, as que mais se destacaram foram os choros em número de 16, esses choros foram compostos no período de 1920 a 1929. São mais de mil composições conhecidas.

Durante sua vida recebeu 24 títulos do Instituto da França. Era membro da Academia de Belas Artes em Nova Iorque e Comendador da Ordem de Mérito do Brasil. Recebeu o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade de Nova Iorque, e o de fundador e primeiro presidente da Academia Brasileira de Música.

Heitor Villa-Lobos faleceu no Rio de Janeiro, no dia 17 de novembro do ano de 1959. Foi sepultado no Cemitério de São João Batista.



Informações biográficas de Heitor Villa-Lobos:
Data do Nascimento: 05/03/1887
Data da Morte: 17/11/1959
Morreu aos 72 anos

terça-feira, 2 de abril de 2013

Fernando Pessoa - Biografia



Poeta português
Biografia de Fernando Pessoa:


Fernando Pessoa (1888-1935) foi poeta português. Um dos mais importantes poetas da língua portuguesa. "Mensagem" foi um dos poucos livros de poesias publicado em vida. Fernando Pessoa ocupou diversas profissões, foi editor, astrólogo, publicitário, jornalista, empresário, crítico literário e crítico político.

Fernando Pessoa (1888-1935) nasceu em Lisboa, Portugal, no dia 13 de junho de 1888. Ficou órfão de pai aos 5 anos de idade. Seu padastro era o comandante João Miguel Rosa. Foi nomeado cônsul de Portugal em Durban, na África do Sul. Acompanhou a família para a África e lá recebeu educação inglesa. Estudou em colégio de freiras e na Durban High School.

Em 1901 escreveu seus primeiros poemas em inglês. Em 1902 a família volta para Lisboa. Em 1903 Fernando volta sozinho para a África do Sul, onde submete-se a uma seleção para a Universidade do Cabo da Boa Esperança. Em 1905 de volta à Lisboa, matricula-se na Faculdade de Letras, onde cursou Filosofia. Em 1907 abandona o curso. Em 1912 estreou como crítico literário.

Fernando Pessoa foi vários poetas ao mesmo tempo. Tendo sido "plural" como se definiu, criou vários poetas, que conviviam nele. Cada um tem sua biografia e traços diferentes de personalidade. Os poetas não são pseudônimos e sim heterônimos, isto é indivíduos diferentes, cada qual com seu mundo próprio, representando o que angustiava ou encantava seu autor.

Criou entre outros heterônimos, Alberto Caeiro da Silva, Álvaro de Campos, Ricardo Reis e Bernardo Soares. Caeiro é considerado naturalista e cético; Reis é um classicista, enquanto Campos tem um estilo associado ao do poeta norte-americano Walt Whitman.

Em 1915, liderou um grupo de intelectuais, entre eles Mário de Sá Carneiro e Almada Negreiros. Fundou a revista Orfeu, onde publicou poemas que escandalizaram a sociedade conservadora da época. Os poemas "Ode Triunfal" e "Opiário", escritos por Álvaro de Campos, causaram reações violentas contra a revista. Fernando Pessoa foi chamado de louco.

Fernando Pessoa mostrou muito pouco de seu trabalho em vida. Em 1934 candidatou-se com a obra "Mensagem", um dos poucos livros publicados em vida, ao prêmio de poesia do Secretariado Nacional de Informações de Lisboa. Ficou em segundo lugar.

Fernando António Nogueira Pessoa morreu em Lisboa, no dia 30 de novembro de 1935.

Obras Publicadas em Vida
35 Sonnets, 1918
Antinous, 1918
English Poems, I, II e III, 1921
Mensagem, 1934

Obras Póstumas
Poesias de Fernando Pessoa, 1942
Poesias de Álvaro de Campos, 1944
A Nova Poesia Portuguesa, 1944
Poesias de Alberto Caeiro, 1946
Odes de Ricardo Reis, 1946
Poemas Dramáticos, 1952
Poesias Inéditas I e II, 1955 e 1956
Textos Filosóficos, 2 v, 1968
Novas Poesias Inéditas, 1973
Poemas Ingleses Publicados por Fernando Pessoa, 1974
Cartas de Amor de Fernando Pessoa, 1978
Sobre Portugal, 1979
Textos de Crítica e de Intervenção, 1980
Carta de Fernando Pessoa a João Gaspar Simões, 1982
Cartas de Fernando Pessoa a Armando Cortes Rodrigues, 1985
Obra Poética de Fernando Pessoa, 1986
O Guardador de Rebanhos de Alberto Caeiro, 1986
Primeiro Fausto, 1986



Informações biográficas de Fernando Pessoa:
Data do Nascimento: 13/06/1888
Data da Morte: 30/11/1935
Morreu aos 47 anos

Duque de Caxias - Biografia



Militar brasileiro
Biografia de Duque de Caxias:


Duque de Caxias (1803-1880) foi um militar brasileiro. Foi nomeado Patrono do Exército. Recebeu o título de Barão de Caxias. Foi nomeado comandante das Armas da Corte. Recebeu o título de conde e é escolhido para o Senado por D. Pedro II. Recebeu o título de marquês. Com 66 anos recebe o título de duque. No dia 21 de agosto, dia do seu nascimento, é comemorado o dia do soldado.

Duque de Caxias (1803-1880) nasceu no município de Porto da Estrela, hoje Duque de Caxias, Rio de Janeiro, no dia 21 de agosto. Era filho do Tenente Francisco de Lima e Silva e Cândida de Oliveira Belo. Era neto do Coronel José Joaquim de Lima e Silva. Foi admitido como praça no dia 22 de novembro de 1808, no Regimento de Infantaria de Linha, com apenas cinco anos. Aos 14 anos entrou para o serviço efetivo.

Com apenas 15 anos de idade ingressou na Escola Militar tornando-se alferes e ingressou para a Academia Real Militar. Em 1821, já tenente concluiu o curso de oficial. Lutou na Bahia no Batalhão do Imperador em 1822, contra os soldados portugueses que não aceitavam a independência do Brasil. Com a vitória do Batalhão, é promovido a capitão e com 21 anos recebe a Imperial Ordem do Cruzeiro, das mãos de D. Pedro I. Em 1825 foi chamado para manter a unidade nacional na Campanha da Cisplatina. Ganhou as insígnias de major e as comendas da Ordem de São Bento de Avis e Hábito da Rosa.

Em 1831, após a abdicação de D. Pedro I, permaneceu ao seu lado e participou do Batalhão Sagrado, para manter a ordem no Rio de Janeiro. Organizou a Guarda Nacional que depois de transformou em Guarda Municipal Permanente. Em 1832 a guarda municipal lutou contra a tentativa de derrubar a Regência.

Duque de Caxias casa-se com Ana Luísa do Loreto Carneiro Vianna, no dia 2 de fevereiro de 1833, ela com apenas 16 anos, neta da Baronesa de São Salvador de Campos. Em dezembro do mesmo ano nasce Luísa de Loreto. Em 24 de junho de 1836 nasce a segunda filha Ana de Loreto. O filho Luís Alves Júnior faleceu ainda na adolescência.

Em 1837 foi promovido a tenente-coronel e seguiu para o Rio Grande do Sul para lutar na Revolução Farropilha. Já no Posto de Coronel em 1839, foi incumbido de governar o Maranhão, conseguindo derrotar a Balaiada. Regressou ao Rio de Janeiro em 1841, sendo logo solicitado para combater os revoltosos da província de São Paulo, do qual foi nomeado Vice-Presidente.

Em 1842 foi nomeado comandante das Armas da Corte, cargo já ocupado por seu pai. Em abril de 1845 foi promovido a marechal-de-campo, recebe o título de conde e é escolhido para o Senado por D. Pedro II. Foi nomeado para a Pasta da Guerra em 1855, e Presidente do Conselho em 1862; foi promovido a Marechal Graduado no mesmo ano. Combateu em vários conflitos de fronteira no sul do Brasil. Volta ao Rio, vitorioso, e com o título de marquês.

Duque de Caxias recebe, co 66 anos, o título de duque. No dia 23 de março de 1874 morre sua esposa. Em 1875 foi nomeado presidente do Conselho de Ministros. Após importantes vitórias, cansado e doente, retirou-se para a fazenda do Barão de Santa Monica, seu genro, hoje Ji-paraná, Rio de Janeiro. Retornou ainda ao Senado e foi Conselheiro de Estado Extraordinário.

Luiz Alves de Lima e Silva morre no dia 7 de maio de 1880. Em 1962 foi nomeado pelo Governo Federal o Patrono do Exército. O dia 25 de agosto, dia de seu nascimento é celebrado o dia do soldado.



Informações biográficas de Duque de Caxias:
Data do Nascimento: 21/08/1803
Data da Morte: 07/05/1880
Nasceu há 209 anos
Morreu aos 76 anos
Morreu há 132 anos

Chico Buarque de Holanda - Biografia



Músico, dramaturgo e escritor brasileiro
Biografia de Chico Buarque de Holanda:


Chico Buarque de Holanda (1944-) é músico, dramaturgo e escritor brasileiro. Revelou-se ao público quando ganhou com a música "A Banda", interpretada por Nara Leão, o primeiro Festival de Música Popular Brasileira. Chico logo conquistou reconhecimento de críticos e público. Fez parceria com compositores e interpretes de grande destaque, entre eles, Vinícios de Morais, Tom Jobim, Toquinho, Milton Nascimento, Caetano Veloso, Edu Lobo e Francis Hime. Teve várias músicas censuradas e ameaçado pelo regime militar, se exilou na Itália em 1969. Suas canções denunciavam aspectos sociais e culturais da época. Sua volta ao Brasil em 1970, foi comemorada com manifestações de amigos e admiradores. Chico foi casado com a atriz Marieta Severo, com quem teve três filhas, Silvia, Helena e Luíza. Seus últimos romances publicados foram: Estorvo (1991), Benjamim (1995), Budapeste (2003) e Leite Derramado (2009).

Francisco Buarque de Holanda (1944-) mais conhecido como Chico Buarque de Holanda, nasceu no Rio de janeiro, é filho do historiador Sérgio Buarque de Holanda e da pianista Maria Amélia Cesário Alvim. Em 1946 a família muda-se para São Paulo, onde seu pai é nomeado diretor do Museu do Ipiranga. Em 1953, Chico e a família vão morar na Itália, onde Sérgio Buarque vai dar aulas na Universidade de Roma. De volta a São Paulo, Chico já mostrando interesse pela música, compõe "Umas Operetas" que cantava com as irmãs. A música fazia parte do seu dia a dia, ouvia músicas de Noel Rosas e Ataúlfo Alves. Recebeu grande influência musical de João Gilberto.

Em 1963 Chico Buarque ingressa no curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, onde participa de movimentos estudantis. Nesse mesmo ano participa do musical Balanço do Orfeu com a música "Tem mais Samba", que segundo ele, foi o ponto de partida para sua carreira. Participa também do show Primeira Audição, no Colégio Rio Branco, com a "Marcha Para um Dia de Sol".

Chico Buarque apresenta-se, em 1964, no programa Fino da Bossa, comandado pela cantora Elis Regina. Chico logo conquistou o reconhecimento do público. No ano seguinte lança seu primeiro disco compacto com as músicas "Pedro Pedreiro" e "Sonho de um Carnaval". Faz também as músicas para o poema "Morte e Vida Severina" de João Cabral de Melo Neto, que ao ser apresentada no IV Festival de Teatro Universitário de Nancy, na França, ganha o prêmio de crítica e público.

Em 1966 sua música "A Banda", cantada por Nara Leão, vence o Festival de Música Popular Brasileira". Nesse mesmo ano sai o seu primeiro LP "Chico Buarque de Holanda". Suas primeiras canções, como "Pedro pedreiro", impregnadas de preocupações sociais, foram seguidas de composições líricas como "Olê, olá", "Carolina" e "A Banda". Ainda nesse ano Chico casa-se com a atriz Marieta Severo, com quem teve três filhas, Silvia, Helena e Luíza.

Chico Buarque muda-se para o Rio de Janeiro em 1967, e lança seu segundo LP "Chico Buarque de Holanda V.2". Nesse mesmo ano escreve a peça "Roda Viva". Faz parceria com Tom Jobim e vencem com a música "Sabiá", o Festival Internacional da Canção, em 1968.

Em 1969 Chico participa da passeata dos cem mil, contra a repressão do regime militar. Nesse mesmo ano vai exilado para a Itália, só retornando em 1970. Na Itália assina um contrato com a gravadora Philips, para produção de mais um disco. Sua música "Apesar de Você" vende cerca de 100 mil cópias, mas é censurada e recolhida das lojas.

Depois do show no Teatro Castro Alves em 1972, com Caetano Veloso e o do Canecão, com Maria Betânia, em 1975, Chico passa um longo período sem se apresentar, mas continua produzindo. Escreve a peça Gota d'água, em parceria com Paulo Fontes, o que lhe valeu o prêmio Molière. Escreve a música "Vai trabalhar vagabundo", para o filme do mesmo nome e a música "O que será", escrita para o filme "Dona flor e seus dois maridos".

Em 2005 Chico lança a série "Chico Buarque Especial", caixas com três dvds, organizados por temas, onde Chico fala de sua trajetória.

No dia 05 de novembro de 2011, Chico iniciou sua nova turnê nacional, no Palácio das Arte em Belo Horizonte.



Informações biográficas de Chico Buarque de Holanda:
Data do Nascimento: 19/06/1944

Clarice Lispector - Biografia



Escritora e jornalista brasileira
Biografia de Clarice Lispector:


Clarice Lispector (1920-1977) foi escritora e jornalista brasileira. "A Hora da Estrela" foi seu último romance, publicado em vida.

Clarice Lispector (1920-1977) nasceu em Tchetchelnik na Ucrânia, no dia 10 de dezembro de 1920. Filha de família de origem judaica, Pinkouss e Mania Lispector. Sua família veio para o Brasil em março de 1922, para a cidade de Maceió, Alagoas, onde morava Zaina, irmã de sua mãe. Nascida Haia Pinkhasovna Lispector, por iniciativa do seu pai, todos mudam de nome, e Haia passa a se chamar Clarice.

Em 1925 mudam-se para a cidade de Recife onde Clarice passa sua infância no Bairro da Boa Vista. Aprendeu a ler e escrever muito nova. Estudou inglês e francês e cresceu ouvindo o idioma dos seus pais o iídiche. Com 9 anos fica órfã de mãe. Em 1931 ingressa no Ginásio Pernambucano, o melhor colégio público da cidade.

Em 1937 muda-se com a família para o Rio de Janeiro, indo morar no Bairro da Tijuca. Ingressa no Colégio Silva Jardim, onde era frequentadora assídua da biblioteca. Ingressa no curso de Direito. Com 19 anos publica seu primeiro conto "Triunfo" no semanário Pan. Em 1943 forma-se em Direito e casa-se com o amigo de turma Maury Gurgel Valente. Nesse mesmo ano estreou na literatura com o romance "Perto do Coração Selvagem", que retrata uma visão interiorizada do mundo da adolescência, e teve calorosa acolhida da crítica, recebendo o Prêmio Graça Aranha.

Clarice Lispector acompanha seu marido em viagens, na carreira de Diplomata no Ministério das Relações Exteriores. Em sua primeira viagem para Nápoles, Clarice trabalha como voluntária de assistente de enfermagem no hospital da Força Expedicionária Brasileira. Também morou na Inglaterra, Estados Unidos e Suíça, sempre acompanhando seu marido.

Em 1948 nasce na Suíça seu primeiro filho, Pedro, e em 1953 nasce nos Estados Unidos o segundo filho, Paulo. Em 1959 Clarice se separa do marido e retorna ao Rio de Janeiro, com os filhos. Logo começa a trabalhar no Jornal Correio da Manhã, assumindo a coluna Correio Feminino. Em 1960 trabalha no Diário da Noite com a coluna Só Para Mulheres, e lança "Laços de Família", livro de contos, que recebe o Prêmio Jabuti da Câmara Brasileira do Livro. Em 1961 publica "A Maçã no Escuro" pelo qual recebe o prêmio de melhor livro do ano em 1962.

Clarice Lispector sofre várias queimaduras no corpo e na mão direita, quando dorme com um cigarro aceso, em 1966. Passa por várias cirurgias e vive isolada, sempre escrevendo. No ano seguinte publica crônicas no Jornal do Brasil e lança "O Mistério do Coelho Pensante". Passa a integrar o Conselho Consultivo do Instituto Nacional do Livro. Em 1969 já tinha perto de doze volumes publicados. Recebeu o prêmio do X Concurso Literário Nacional de Brasília.

A melhor prosa da autora se mostra nos contos de "Laços de Família" (1960) e de "A Legião Estrangeira" (1964). Em obras como "A Maçã no Escuro" (1961), "A Paixão Segundo G.H." (1961) e "Água-Viva" (1973), os personagens, alienados e em busca de um sentido para a vida, adquirem gradualmente consciência de si mesmos e aceitam seu lugar num universo arbitrário e eterno.

Clarice Lispector, escreveu "Hora da Estrela" em 1977, onde conta a história de Macabéa, moça do interior em busca de sobreviver na cidade grande. A versão cinematográfica desse romance, dirigida por Suzana Amaral em 1985, conquistou os maiores prêmios do festival de cinema de Brasília e deu à atriz Marcélia Cartaxo, que fez o papel principal, o troféu Urso de Prata em Berlim em 1986.

Clarice Lispector morreu no Rio de Janeiro em 9 de dezembro de 1977. de câncer no ovário e foi enterrada no cemitério Israelita do Caju.

Obras de Clarice Lispector
Perto do Coração Selvagem, romance, 1944
O Lustre, romance, 1946
A Cidade Sitiada, romance, 1949
Alguns Contos, conto, 1952
Laços de Família, conto, 1960
A Maçã no Escuro,romance, 1961
A Paixão Segundo G.H., romance, 1961
A Legião Estrangeira, conto, 1964
O Mistério do Coelho Pensante, literatura infantil, 1967
A Mulher Que Matou os Peixes, literatura infantil, 1969
Uma Aprendizagem ou Livro dos Prazeres, romance, 1969
Felicidade de Clandestina, conto, 1971
Água Viva, romance, 1973
Imitação da Rosa, conto, 1973
A Via-Crucis do Corpo, conto, 1974
A Vida Íntima de Laura, literatura infantil, 1974
A Hora da Estrela, romance, 1977



Informações biográficas de Clarice Lispector:
Data do Nascimento: 10/12/1920
Data da Morte: 09/12/1977
Morreu aos 56 anos

Charles Chaplin - Biografia



Ator e cineasta inglês
Biografia de Charles Chaplin:


Charles Chaplin (1889-1970) foi ator, cineasta, dançarino, diretor e produtor inglês. Também conhecido por "Carlitos". Foi o mais famoso artista cinematográfico da era do cinema mudo. Ficou notabilizado por suas mímicas e comédias do gênero pastelão. O personagem que mais marcou sua carreira foi "O Vagabundo" (The Tramp), um andarilho pobretão com as maneiras refinadas e a dignidade de um cavalheiro, vestido com um casaco esgarçado, calças e sapatos desgastados e mais largos que o seu número, um chapéu coco, uma bengala e seu marcante bigode.

Charles Chaplin (1889-1977) nasceu em Londres, Inglaterra, no dia 6 de abril de 1889. Seu pai Charles Spencer Chaplin, era vocalista e ator e sua mãe Hannah Chaplin, era cantora e atriz. Seus pais se separam antes de Charles completar três anos. Em 1894 com apenas cinco anos Chaplin subiu ao palco e cantou a música "Jack Jones". Seu pai era alcoólatra e tinha pouco contato com o filho. Morreu de cirrose hepática em 1901. Sua mãe foi internada em um asilo e Chaplin foi levado para uma casa de trabalho e depois transferido para uma escola de crianças pobres.

Em 1908 emprega-se em teatros de variedades e faz sucesso como mímico. Em 1910 iniciou sua primeira turnê nos Estados Unidos com a trupe de Fred Karmo, retornando a Inglaterra só em 1912. Em 1913 estréia no cinema, nos estúdios Keystone Film Company, onde criou em 1915 a comédia "O Vagabundo" seu mais famoso personagem, um andarilho, pobretão, com as maneiras refinadas e a dignidade de um cavalheiro, vestido com casaco esgarçado, calças e sapatos desgastados e mais largo que o seu número, um chapéu coco uma bengala e seu marcante bigode.

Charles Chaplin dirigiu, editou e produziu vários curta e longa metragens. O cinema mudo era entendido por todos. Produziu vários filmes que se tornaram clássicos do cinema nudo, entre eles "O Garoto" em 1921, que conta a história de um bebê que acaba ficando aos cuidados de um vagabundo; "Em Busca do Ouro" em 1925, que se passa no Alasca em plena corrida do ouro; "Luzes da Cidade" em 1931, que conta a história do vagabundo que se finge de milionário para impressionar uma florista muda, por qual se apaixonou, sendo esse o primeiro filme produzido na época do cinema falado; "Tempos Modernos" em 1936, que satiriza a mecanização da modernidade e "O Grande Ditador" em 1940, em que toma partido contra as perseguições raciais na Europa.

Charles Chaplin tem uma vida sentimental intensa casa-se quatro vezes, as três primeiras com estrelas do cinema. Com 54 anos, conhece a filha do teatrólogo irlandês Eugene O'Neill, Oona, de 18 anos, que se torna sua quarta mulher e com quem vive até o fim da vida, tendo seis filhos. Perseguido pelo macarthismo, muda-se em 1952 para Corsier sur Vevey, na Suíça.

Charles Spencer Chaplin, morre em Vevey, na Suíça, no dia 25 de dezembro de 1977.

Filmes de Charles Chaplin
Carlitos Casanova, 1914
O Vagabundo, 1915
O Imigrante, 1917
Vida de Cachorro,1918
Idílio No Campo, 1919
O Garoto, 1921
Pastor de Almas, 1923
Casamento de Luxo, 1923
Em busca do Ouro, 1925
O Circo, 1928
Luzes da Cidade, 1931
Tempos Modernos, 1936
O Grande Ditador, 1940
Monsieur Verdoux, 1947
Luzes da Ribalta, 1952
Um Rei em Nova Iorque, 1957
A Condessa de Hong Kong, 1967
Carlitos nas trincheiras, 1918



Informações biográficas de Charles Chaplin:
Data do Nascimento: 16/04/1889
Data da Morte: 25/12/1977
Morreu aos 88 anos

Castro Alves - Biografia



Poeta brasileiro
Biografia de Castro Alves:


Castro Alves (1847-1871) foi um poeta brasileiro. O último grande poeta da terceira geração romântica no Brasil. Expressou em suas poesias a indignação aos graves problemas sociais de seu tempo. Denunciou a crueldade da escravidão e clamou pela liberdade, dando ao romantismo um sentido social e revolucionário que o aproxima do realismo. Foi também o poeta do amor, sua poesia amorosa descreve a beleza e a sedução do corpo da mulher. É patrono da cadeira nº7 da Academia Brasileira de Letras.

Castro Alves (1847-1871) nasceu na fazenda Cabaceiras, antiga freguesia de Muritiba, perto da vila de Curralinho, hoje cidade Castro Alves, no Estado da Bahia, em 14 de março de 1847. Filho do médico Antônio José Alves, e também professor da Faculdade de Medicina de Salvador, e de Clélia Brasília da Silva Castro.

No ano de 1853, vai com sua família morar em Salvador. Estudou no colégio de Abílio César Borges, onde foi colega de Rui Barbosa, Demonstrou vocação apaixonada e precoce pela poesia. Em 1859 perde sua mãe. Em 24 de janeiro de 1862 seu pai casa com Maria Rosário Guimarães e nesse mesmo ano foi morar no Recife. A capital pernambucana efervecia com os ideais abolicionistas e republicanos e Castro Alves recebe influências do líder estudantil Tobias Barreto.

Castro Alves publica em 1863, seu primeiro poema contra a escravidão "A Primavera", nesse mesmo ano conhece a atriz portuguesa Eugênia Câmara que se apresentava no Teatro Santa Isabel no Recife. Em 1864 ingressa na Faculdade de Direito do Recife, onde participou ativamente da vida estudantil e literária, mas volta para a Bahia no mesmo ano e só retorna ao Recife em 1865, na companhia de Fagundes Varela, seu grande amigo.

Castro Alves inicia em 1866, um intenso caso de amor com Eugênia Câmara, dez anos mais velha que ele, e em 1867 partem para a Bahia, onde ela iria representar um drama em prosa, escrito por ele "O Gonzaga ou a Revolução de Minas". Em seguida Castro Alves parte para o Rio de Janeiro onde conhece Machado de Assis, que o ajuda a ingressar nos meios literários. Vai para São Paulo e ingressa no terceiro ano da Faculdade de Direito do Largo do São Francisco.

Em 1868 rompe com Eugênia. De férias, numa caçada nos bosques da Lapa fere o pé esquerdo, com um tiro de espingarda, resultando na amputação do pé. Em 1870 volta para Salvador onde publica "Espumas Flutuantes".

Antônio Frederico de Castro Alves, morre em Salvador no dia 6 de julho de 1871, vitimado pela tuberculose.

Poesias de Castro Alves
A Canção do Africano
A Cachoeira de Paulo Afonso
Adormecida
Amar e Ser Amado
Amemos! Dama Negra
As Duas Flores
Espumas Flutuantes
Hinos do Equador
Minhas Saudades
O "Adeus" de Teresa
O Coração
O Laço de Fita
O Navio Negreiro
Ode ao Dois de Julho
Os Anjos da Meia Noite
Vozes da África



Informações biográficas de Castro Alves:
Data do Nascimento: 14/03/1847
Data da Morte: 06/07/1871
Morreu aos 24 anos

Carlos Chagas - Biografia



Médico brasileiro
Biografia de Carlos Chagas:

Carlos Chagas (1879-1934) foi médico, cientista, pesquisador e sanitarista brasileiro. Dedicou-se ao estudo das doenças tropicais. Descobriu o protozoário do gênero Plasmodium, causador da Malária. Descobriu também o parasita Tripanosoma Cruzi, transmissor da doença de Chagas.

Em 1901 a Malária atacou vários trabalhadores na construção da represa na região de Santos, em São Paulo, chegando a parar a obra. Carlos Chagas foi recrutado para combater e evitar a propagação da doença, com medidas sistemáticas de saneamento, logo debelou a doença. Atualmente a Malária predomina na Região da Amazônia-Legal. Ainda não existe vacina contra a doença.

Em 1907 teve início a pesquisa sobre a doença de Chagas e só em 22 de abril de 1909 o sanitarista Osvaldo Cruz anunciava à Associação Nacional de Medicina a descoberta por Carlos Chagas da doença de Chagas. Transmitida pelas fezes do inseto hospedeiro, conhecido por barbeiro, por atacar principalmente o rosto das pessoas. O barbeiro vive principalmente nas frestas das casas de barro, na zona rural e tem hábitos noturnos. A picada na pele coça e as fezes do inseto penetra no organismo, causando a doença.

Carlos Chagas (1879-1934) nasceu em Oliveira, Minas Gerais no dia 9 de Julho de 1879, era filho do cafeicultor José Justino Chagas e Mariana Cândida Ribeiro de Castro. Carlos Ribeiro Justino Chagas, seu nome da batismo, ficou órfão de pai quando tinha quatro anos de idade. Estudou no Colégio São Luís, em Itu no interior de São Paulo.

Carlos Chagas ingressou na Faculdade de Medicina no Rio de Janeiro, com 18 anos. Em 1902, já formado iniciou sua tese "O ciclo evolutivo da Malária na corrente sanguínea", concluída em 1903. Dedicou-se ao estudo das doenças tropicais, principalmente da Malária. Em 1904 instalou seu laboratório particular no Rio de Janeiro. Por indicação do professor Miguel Couto, passa a trabalhar, com orientação de Osvaldo Cruz, no Instituto Soroterápico Federal, hoje Instituto Osvaldo Cruz.

Carlos Chagas, em 1906, trabalhando no Instituto Osvaldo Cruz, obteve sucesso ao dirigir a campanha de saneamento da Baixada Fluminense, debelando a infestação da Malária. Em 1907 trabalhou num laboratório montado durante as obras da linha de trem da Estrada de Ferro Central do Brasil. Durante dois anos classificou, estudou e identificou no sangue de animais, o protozoário que denominou Tripanosoma Cruzi, aliado a uma infestação de um inseto nas residências rurais, conhecido como barbeiro. Carlos Chagas examinou esses insetos e descobriu que eles eram os hospedeiros da doença de Chagas.

Carlos Chagas foi chamado pelo Presidente Wenceslau Braz para controlar a epidemia que assolou o Rio de Janeiro em 1918. Além da falta de assistência médica, precárias condições de higiene e a falta de saneamento, a gripe espanhola contaminou dois terços da população e fez onze mil vítimas. Carlos Chagas instalou vários postos de atendimento médico, e no Instituto Osvaldo Cruz incentivou a pesquisa da doença e com medidas preventivas a infecção foi debelada no mesmo ano.

Carlos Chagas foi reconhecido por suas pesquisas e descobertas, recebendo prêmios e homenagens de vários países, entre eles, Alemanha, França, Portugal, Espanha, Itália, Inglaterra e Estados Unidos.

Carlos Chaga morre no dia 8 de novembro, no Rio de Janeiro, acometido por um infarto.



Informações biográficas de Carlos Chagas:
Data do Nascimento: 09/07/1879
Data da Morte: 08/11/1934
Morreu aos 55 anos

Anita Garibaldi - Biografia



Revolucionária brasileira
Biografia de Anita Garibaldi:


Anita Garibaldi (1821-1849) foi a "Heroína dos Dois Mundos". Recebeu esse título por ter participado no Brasil e na Itália, ao lado de seu marido Giuseppe Garibaldi, de diversas batalhas. Lutou na Revolução Farroupilha (Guerra dos Farrapos), na Batalha dos Curitibanos e na Batalha de Gianicolo, na Itália. Corajosa e dedicada, Anita foi homenageada em Santa Catarina com o nome de dois municípios: Anita Garibaldi e Anitápolis. Em Salvador foi homenageada com o nome de uma avenida; em Curitiba com o nome de uma praça e em diversas cidades com nome de ruas.

Anita Garibaldi (1821-1849) nasceu em Laguna, Santa Catarina, no dia 30 de agosto de 1821. De família portuguesa, veio dos Açores para Santa Catarina. Filha de Maria Antônia de Jesus e Bento da Silva, modesto comerciante da cidade de Lages.

Anita Garibaldi, com a morte de seu pai, foi obrigada a casar com o sapateiro Manuel Duarte de Aguiar. No dia 30 de agosto de 1835, com apenas 14 anos, casa-se na Igreja Matriz de Santo Antônio dos Anjos. O casamento durou apenas três anos, o marido se alistou no exército imperial e Anita voltou para casa de sua mãe.

Em 1835, desembarca no Rio de Janeiro, o guerrilheiro italiano Giuseppe Garibaldi. Nesse mesmo ano participa da Revolução Farroupilha (Guerra dos Farrapos), onde conheceu Anita Ribeiro da Silva, que também lutava na revolução. Anita, já unida a Garibaldi, participou ativamente do combate em Imbituba, Santa Catarina e da batalha de Laguna onde carregou e disparou um canhão.

Durante a Batalha de Curitibanos, Anita foi capturada pelas tropas do Império. Grávida de seu primeiro filho, foi informada que seu marido havia morrido. Inconformada, conseguiu fugir a cavalo e saiu a sua procura, localizando o marido na cidade de Vacaria. No dia 16 de setembro de 1840 nasce seu filho Domênico Menotti. O casal teve mais dois filhos, Teresita e Ricciott. Em 1842 casam-se na paróquia de San Bernardino. No mesmo ano eclodiu a guerra contra a Argentina, onde Garibaldi comandou a frota uruguaia.

Em 1947, Anita acompanha o marido, que volta para Itália, levando seus três filhos. Giuseppe permanece em Roma onde realizavam-se as primeiras manifestações públicas que resultariam nas lutas pela unidade e independência da Itália. Anita e seus filhos seguem para Nice, na França. Depois de vários combates, Garibaldi viaja para Nice, onde encontra-se com Anita, seus filhos e sua mãe.

Em 1949, Garibaldi e Anita seguem para os combates em Roma, mas são perseguidos e durante a fuga, próximo a província de Ravenna, Anita é acometida por febre tifoide e não resite.

Anita Maria de Jesus Ribeiro morre no dia 04 de agosto de 1849. Em Roma, na colina de Gianicolo, foi erguido um monumento equestre, onde está enterrado seu corpo.



Informações biográficas de Anita Garibaldi:
Data do Nascimento: 30/08/1821
Data da Morte: 04/08/1849
Morreu aos 27 anos