sexta-feira, 3 de maio de 2013
Homônimos e Parônimos - 4ª parte - Dicas de Português
Homônimos e parônimos (4ª parte)
26. CONJECTURA ou CONJUNTURA
Conjectura = hipótese, suposição:
Não me venha com essas conjecturas.
Conjuntura = situação, circunstância:
A conjuntura brasileira não permite abusos.
27. COSER ou COZER
Coser = costurar:
É necessário coser esta calça.
Cozer = cozinhar:
Gosto muito de um cozido à portuguesa.
28. COXO ou COCHO
Coxo = manco:
Mancava porque era coxo.
Cocho = carro puxado por animal:
Até o início do século passado, andava-se de cocho.
29. CUSTEAR ou COSTEAR
Custear = pagar as despesas:
O acontecimento foi custeado pelo Banco do Brasil.
Costear = navegar junto à costa:
O navio costeava o Brasil de norte a sul.
30. DECENTE ou DOCENTE
DESCENTE ou DISCENTE
Decente = honesto:
Esta diretoria é formada por pessoas decentes.
Docente = quem ensina:
O corpo docente desta escola é de alto nível.
Descente = que desce:
Foi encontrado na descente do rio.
Discente = quem aprende:
Os discentes estão informados das provas.
31. DEFERIR ou DIFERIR
Deferir = despachar, atender:
Ele deve deferir o nosso requerimento.
Diferir = fazer diferença:
É necessário diferir uma coisa da outra.
32. DEGRADAR ou DEGREDAR
Degradar = rebaixar, tomar vil:
Há muita degradação moral.
Degredar = expulsar do país:
Os traidores da pátria foram degredados.
33. DELATAR ou DILATAR
Delatar = denunciar:
O companheiro delatou o criminoso.
Dilatar = aumentar:
Solicitou-nos que dilatasse o prazo.
34. DESCRIÇÃO ou DISCRIÇÃO
Descrição = ato de descrever:
Fez a descrição do acidente.
Discrição = qualidade de quem é discreto:
Comportou-se com discrição.
35. DESCRIMINAR ou DISCRIMINAR
Descriminar = descriminalizar, inocentar, deixar de ser crime:
O objetivo da sua proposta é descriminar o aborto.
Discriminar = segregar, separar, enumerar:
Sou contra qualquer discriminação.
Teste da semana
Que opção completa corretamente a frase “Cumpre que ________ concessões quando _____________ de assuntos políticos”?
(a) faça-se / se trata;
(b) se façam / se trata;
(c) se faça / trata-se;
(d) se faça / se tratam;
(e) se façam / se tratam.
Resposta do teste: letra (b). Em “que se façam concessões”, o verbo deve concordar no plural com o sujeito “concessões”. A partícula “se” é apassivadora. É um caso de voz passiva sintética (=que concessões sejam feitas). Em “quando se trata de assuntos políticos”, como o verbo tratar é transitivo indireto (=tratar de), não há voz passiva. Em razão disso, o verbo deve concordar no singular.
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quinta-feira, 2 de maio de 2013
Hífen - Uso do hífen com prefixos - Dicas de Português
Uso do hífen com prefixos
1ª) Com os prefixos AUTO, CONTRA e EXTRA, só devemos usar hífen se a palavra seguinte começar com “h”, “r”, “s” ou vogais:
1) auto-adesivo, auto-análise, autobiografia, autoconfiança, autocontrole, autocrítica, autodestruição, autodidata, auto-escola, autógrafo, auto-hipnose, auto-idolatria, automedicação, automóvel, auto-observação, autopeça, autopiedade, autopromoção, auto-retrato, auto-serviço, auto-suficiente, auto-sustentável, autoterapia;
2) contra-almirante, contra-ataque, contrabaixo, contraceptivo, contracheque, contradança, contradizer, contra-espião, contrafilé, contragolpe, contra-indicação, contramão, contra-ordem, contrapartida, contrapeso, contraponto, contraproposta, contraprova, contra-reforma, contra-senso, contraveneno;
3) extraconjugal, extracurricular, extraditar, extra-escolar, extragramatical, extra-hepático, extrajudicial, extra-oficial, extrapartidário, extraterreno, extraterrestre, extratropical, extravascular.
2ª) Com os prefixos INFRA, INTRA, NEO e PROTO, só devemos usar hífen se a palavra seguinte começar com “h”, “r”, “s” ou vogais:
1) infra-assinado, infracitado, infra-estrutura, infra-hepático, inframaxilar, infra-ocular, infra-renal, infra-som, infravermelho, infravioleta;
2) intra-abdominal, intracelular, intracraniano, intracutâneo, intragrupal, intra-hepático, intralingüístico, intramolecular, intramuscular, intranasal, intranet, intra-ocular, intra-racial, intratextual, intra-uterino, intravenoso, intrazonal;
3) neo-acadêmico, neobarroco, neoclassicismo, neocolonialismo, neofascismo, neofriburguense, neo-hamburguês, neo-irlandês, neolatino, neoliberal, neologismo, neonatal, neonazista, neo-romântico, neo-socialismo, neozelandês;
4) protocolar, proto-evangelho, protofonia, protagonista, proto-história, protoneurônio, proto-orgânico, prototórax, protótipo, protozoário.
3ª) Com os prefixos PSEUDO, SEMI, SUPRA e ULTRA, só devemos usar hífen se a palavra seguinte começar com “h”, “r”, “s” ou vogais:
1) pseudo-artista, pseudocientífico, pseudo-edema, pseudofilosofia, pseudofratura, pseudomembrana, pseudoparalisia, pseudopneumonia, pseudópode, pseudoproblema, pseudo-rainha, pseudo-representação, pseudo-sábio;
2) semi-aberto, semi-alfabetizado, semi-árido, semibreve, semicírculo, semiconsciência, semidestruído, semideus, semi-escravidão, semifinal, semi-inconsciência, semi-interno, semiletrado, seminu, semi-reta, semi-selvagem, semitangente, semitotal, semi-úmido, semivogal;
3) supra-anal, supracitado, supra-hepático, supramencionado, suprapartidário, supra-renal, supra-sumo, supravaginal;
4) ultra-aquecido, ultracansado, ultra-elevado, ultrafamoso, ultrafecundo, ultra-hiperbólico, ultrajudicial, ultraliberal, ultramarino, ultranacionalismo, ultra-oceânico, ultrapassagem, ultra-radical, ultra-romântico, ultra-sensível, ultra-som, ultra-sonografia, ultravírus.
Teste da semana
Assinale a opção que completa corretamente as lacunas da frase “Permita-me V.Exa. ____________ do assunto, já que ____________ por bem recorrer aos meus conhecimentos.”
(a) informá-la / houve;
(b) informar-vos / houvestes;
(c) informar-lhe / houve;
(d) informá-lo / houvestes;
(e) informar-vos / houveste.
Resposta do teste: Letra (a). Os pronomes de tratamento fazem concordância na terceira pessoa. Em razão disso, não podemos usar o pronome “vos” (segunda pessoa do plural) e as formas verbais “houveste” (segunda pessoa do singular = tu) e “houvestes” (segunda pessoa do plural = vós). O verbo INFORMAR é transitivo direto e indireto com duas regências aceitáveis: informar alguma coisa a alguém ou informar alguém de alguma coisa. Na frase, não é possível “informar-lhe do assunto” porque teríamos dois objetos indiretos (“lhe” e “do assunto”); por isso devemos “informá-la do assunto” (“la” = objeto direto; “do assunto” = objeto indireto). Embora possa substituir pessoas do sexo masculino também, Vossa Excelência é uma forma do gênero feminino.
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Hífen - Uso do hífen com prefixos – 2ª parte - Dicas de Português
Uso do hífen com prefixos – 2ª parte
1ª) Com os prefixos ANTE, ANTI, ARQUI e SOBRE, só devemos usar hífen se a palavra seguinte começar com “h”, “r” ou “s”:
1) antebraço, antecâmara, antecontrato, antediluviano, antegozar, ante-
histórico, antejulgar, antemão, anteontem, antepenúltimo, anteprojeto, ante-republicano, ante-sala, antevéspera, antevisão;
2) antiabortivo, antiácido, antiaéreo, antialérgico, anticapitalista,
anticlímax, anticoncepcional, antidepressivo, antidesportivo, antiético, antifebril, antigripal, anti-hemorrágico, anti-herói, anti-horário, antiimperialismo, antiinflacionário, antimíssil, antiofídico, antioxidante, antipatriótico, anti-rábico, anti-radicalista, anti-semita, anti-social, antiterrorismo, antitetânico, antivírus;
3) arquibancada, arquidiocese, arquiduque, arqui-hipérbole,
arquiinimigo, arquimilionário, arquipélago, arqui-rival, arqui-sacerdote;
4) sobreaviso, sobrebainha, sobrecapa, sobrecarga, sobrecomum,
sobrecoxa, sobreerguer, sobre-humano, sobreloja, sobremesa, sobrenatural, sobrenome, sobrepasso, sobre-renal, sobre-roda, sobre-saia, sobre-salto, sobretaxa, sobretudo, sobreviver, sobrevôo.
2ª) Com os prefixos HIPER, INTER e SUPER, só haverá hífen se a palavra seguinte começar por “h” ou “r”:
1) hiperativo, hiperglicemia, hiper-hidratação, hiper-humano, hiperinflação, hipermercado, hipermiopia, hiperprodução, hiper-realismo, hiper-reativo, hipersensibilidade, hipertensão, hipertiroidismo, hipertrofia;
2) interação, interativo, intercâmbio, intercessão, interclubes, intercolegial, intercontinental, interdisciplinar, interescolar, interestadual, interface, inter-helênico, inter-humano, interlingüístico, interlocutor, intermunicipal, internacional, interocular, interplanetário, inter-racial, inter-regional, inter-relação, interseção, intertextualidade, intervocálico;
3) superaquecido, supercampeão, supercílio, superdosagem, superdotado, superfaturado, super-habilidade, super-homem, superinvestidor, superleve, superlotado, supermercado, superpopulação, super-reativo, super-requintado, supersecreto, supersônico, supervalorizado, supervisionar.
3ª) Com o prefixo SUB, só haverá hífen se a palavra seguinte começar por “b” ou “r”: subaquático, sub-base, subchefe, subclasse, subcomissão, subconjunto, subcutâneo, subdelegado, subdiretor, subdivisão, subeditor, subemprego, subentendido, subestimar, subfaturado, subgrupo, subitem, subjacente, subjugado, sublingual, sublocação, submundo, subnutrido, suboficial, suborizonte, subpovoado, subprefeito, sub-raça, sub-reino, sub-reitor, subseção, subsíndico, subsolo, subterrâneo, subtítulo, subtotal.
Segundo a regra, se a palavra seguinte começar pela letra “H”, devemos escrever sem hífen: subepático e subumano. As novas edições de nossos principais dicionários já registram as formas com hífen: sub-hepático e sub-humano.
Teste da semana
Assinale a opção que completa corretamente as lacunas da frase
“____________, com calor, os rumos que ____________ imprimir ao movimento.”
(a) Discutiu-se / se pretende;
(b) Discutiram-se / pretendem-se;
(c) Foi discutido / pretendem-se;
(d) Foram discutidos / pretendem-se;
(e) Discutiram-se / se pretende.
Resposta do teste: Letra (e). O sujeito do verbo DISCUTIR é “os rumos”. Se o sujeito está no plural, o verbo deve concordar no plural: “Discutiram-se” ou “Foram discutidos”. E o sujeito do verbo PRETENDER é “imprimir ao movimento”. Quando o sujeito é formado por uma oração, o verbo deve concordar no singular. Além disso, o pronome relativo “que” exige que o pronome átono “se” fique antes do verbo (=próclise).
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Hífen - Uso do hífen – 3ª parte - Dicas de Português
Uso do hífen – 3ª parte
1ª) Vejamos alguns casos em que não se usa hífen. Devemos escrever sempre “tudo junto” (= sem hífen):
AERO – aeroespacial, aeronave, aeroporto;
ANFI – anfiartrose, anfíbio, anfiteatro;
AUDIO – audiograma, audiometria, audiovisual;
BI(S) – bianual, bicama, bicampeão, bigamia, bisavô, bisneto;
BIO – biodegradável, biofísica, biorritmo;
CARDIO – cardiopatia, cardiopulmonar, cardiovascular;
CENTRO – centroavante, centromédio, centrossimetria;
DE(S) – desacerto, desarmonia, despercebido;
ELETRO – eletrocardiograma, eletrodoméstico, eletromagnetismo;
ESTEREO – estereofônico, estereofotografia, estereoquímico;
FOTO – fotogravura, fotomania, fotossíntese;
MONO – monobloco, monóxido, monossílabo;
MORFO – morfossintaxe, morfologia;
MOTO – motociclismo, motobói (motoboy), motossera;
MULTI – multicolorido, multissincronizado;
NEURO – neurocirurgião;
ONI – onipotente, onipresente, onisciente;
ORTO – ortodontia, ortografia, ortopedia;
PARA – paramilitares, paraolimpíadas, parapsicologia;
PENTA – pentacampeão, pentassílabo;
PNEUMO – pneumotórax, pneumologia;
POLI – policromatismo, polissíndeto;
PSICO – psicolingüística, psicossocial;
QUADRI – quadrigêmeos, quadrimotor;
RADIO – radioamador, radioatividade, radiocomunicação;
RE – reativo, reaver, rerratificação;
RETRO – retroagir, retroceder, retroprojetor;
SACRO – sacrossanto;
SOCIO – sociocultural, sociolingüístico, sociopolítico;
TELE – telecomunicações, teleducação, teleobjetiva, telessexo;
TERMO – termodinâmica, termoelétrica;
TETRA – tetracampeão, tetraplégico;
TRI – tridimensional, tricampeão;
UNI – unicelular, unicórnio;
ZOO – zootecnia, zoológico.
2ª) Prefixos sempre seguidos de hífen:
Além – além-mar, além-túmulo;
Aquém – aquém-fronteiras, aquém-mar;
Bem – bem-amado, bem-querer (exceções: bendizer, benquisto);
Co (junto) – co-piloto, co-autor, co-seno (ou cosseno);
Ex (anterior) – ex-senador, ex-esposa;
Grã – grã-duquesa, grã-fino;
Grão (grande) – grão-duque, grão-mestre;
Pós – pós-moderno, pós-meridiano, pós-cabralino;
Pré – pré-nupcial, pré-estréia, pré-vestibular;
Pró – pró-britânico, pró-governo;
Recém – recém-chegado, recém-nascido, recém-nomeado;
Sem – sem-número (inúmeros), sem-terra, sem-teto, sem-vergonha;
Sota/soto – sota-piloto, soto-mestre;
Vice/vizo – vice-diretor, vizo-rei.
Teste da semana
Assinale a opção que completa corretamente as lacunas da frase
“Espero que não ________ obstáculos ____ realização das provas, daqui ____ uma semana.”
a) haverão / à / a;
b) hajam / a / à;
c) haja / à / a;
d) tenham havido / à / há;
e) haja / à / há.
Resposta do teste: Letra (c). O verbo HAVER, no sentido de “existir”, é impessoal (=sem sujeito), por isso só pode ser usado no singular (=haja). Se há obstáculos, é sempre “a” alguma coisa, ou seja, o substantivo OBSTÁCULOS pede a preposição “a”, que se junta ao artigo “a”, que define “a realização”, por isso ocorre a crase (=…haja obstáculos à realização…). A última lacuna deve ser preenchida unicamente com a preposição “a” pois se trata de “tempo futuro” (=…daqui a uma semana). É bom lembrar que a forma verbal “há” se refere a tempo decorrido (=faz): “Não nos vemos há uma semana” (=faz uma semana).
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Criticas e Elogios a Nova Reforma ortográfica - Dicas de Português
Reforma ortográfica, para quê?
Anda pela internet um alerta sobre uma possível reforma ortográfica. Parece manifesto terrorista.
Diz o texto que “até o final de 2007, entrará em vigor o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. Os países-irmãos Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste terão, enfim, uma única forma de escrever.
As mudanças vão acontecer porque três dos oito membros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) ratificaram as regras gramaticais do documento proposto em 1990. Brasil e Cabo Verde já haviam assinado o acordo e esperavam a terceira adesão, que veio no final do ano passado, em novembro, por São Tomé e Príncipe”.
Quer dizer que três decidem o que oito terão de fazer? Isso é acordo? Fico impressionado com o poder de São Tomé e Príncipe, de Cabo Verde e, principalmente, do Brasil.
Não há dúvida de que o Brasil necessita de reformas, mas não na ortografia. Temos problemas mais urgentes. Precisamos de reformas na política, na economia, na educação, no judiciário.
Pelo visto, diante da dificuldade de fazer outras reformas, vamos mudar a ortografia. Se resolvermos os problemas do nosso sistema ortográfico, o brasileiro “com certeza” viverá melhor.
Mais adiante, o texto fala em unificação: “O português é a terceira língua ocidental mais falada, após o inglês e o espanhol. A ocorrência de ter duas ortografias atrapalha a divulgação do idioma e a sua prática em eventos internacionais. Sua unificação, no entanto, facilitará a definição de critérios para exames e certificados para estrangeiros”.
Ah, bom! Agora entendi. Estamos preocupados com os estrangeiros.
Até o santo nome do mestre Antônio Houaiss foi usado: “A escrita padronizada para todos os usuários do português foi um estandarte de Antônio Houaiss. O filólogo considerava importante que todos os países lusófonos tivessem a mesma ortografia”.
Entendo que uma padronização até poderia ser saudável, mas é quase impossível, e a verdade é que temos problemas mais sérios para resolver. Por dar consultoria a empresas jornalísticas há mais de dez anos, sei o quanto é difícil fazer uma uniformização.
Tenho meus temores, pois quem gosta exageradamente de padronizações é porque, no fundo, prefere uma “ditadura” a uma saudável flexibilidade que todas as línguas vivas apresentam.
Se a idéia de uniformização era um dos sonhos de Antônio Houaiss, fico sem entender os critérios que levaram a equipe de lexicógrafos do seu dicionário a registrar (a meu ver, acertadamente) vários vocábulos com dupla grafia: aterrissar/aterrizar; catorze/quatorze; co-seno/cosseno; hidrelétrica/hidroelétrica…
O texto da reforma aborda algumas mudanças: fim do acento circunflexo em palavras terminadas em “ôo(s)” e “êem” (abençôo, vôos, crêem, dêem, lêem, vêem); fim do acento agudo nos ditongos “éi” e “ói” (idéia, heróico); fim do trema (lingüiça, seqüência); fim do acento usado em “pára” (verbo) para diferenciar de “para” (preposição).
Gostaria de saber qual é a vantagem. Que ganhamos com isso?
Só posso imaginar que os defensores do fim do trema ficarão felizes. Querem acabar com o trema, que podemos aprender em um minuto, e ninguém fala do hífen, que nos incomoda durante toda a vida.
E a volta da letra “k”. Que alegria! Agora, vou poder escrever sem erro: disk-pizza, disk-chaveiro, disk-borracheiro, disk-sexo…
O alfabeto voltaria a ter 26 letras. Que bom! Se as palavras não poderão ter duas grafias, onde vamos usar o “w” e o “y”? É bom lembrar que, em palavras estrangeiras e nos adjetivos e substantivos do português derivados de nomes estrangeiros (kantismo, shakespereano), o uso do “k”, do “w” e do “y” nunca foi proibido.
Até parece que escrevemos mal por culpa do nosso atual sistema ortográfico, o qual aprendemos por memória visual, pelo bom hábito da leitura.
O que nos falta é incentivo à leitura, é melhorar nossas condições de ensino, é remunerar melhor os professores…
Falta é vontade política de se fazer uma real reforma na educação.
Em tempo: No dia 14 de setembro, em reunião no MEC, ficou decidido que o Brasil não vai implementar a tal reforma enquanto Portugal não aderir ao acordo.
G1 - Dicas de português 07/11/07
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Ortografia -> Parte 2 - Dicas de Português
Dicas de ortografia - Parte II
1ª) Devemos escrever com “SS” todas as palavras derivadas de verbos terminados em “GREDIR”:
AGREDIR – agressão, agressor, agressivo;
REGREDIR – regressão, regresso, regressivo;
PROGREDIR – progressão, progresso, progressivo;
TRANSGREDIR – transgressão, transgressor, transgressivo;
2ª) Devemos escrever com “SS” todas as palavras derivadas de verbos terminados em “MITIR”:
OMITIR – omissão;
DEMITIR – demissão, demissionário;
ADMITIR – admissão, admissível, inadmissível;
PERMITIR – permissão, permissivo, permissível;
TRANSMITIR – transmissão, transmissivo, transmissível, intransmissível, transmissor;
3ª) Devemos escrever com “SS” todas as palavras derivadas de verbos terminados em “CEDER”:
CEDER – cessão;
SUCEDER – sucessão, sucessivo;
CONCEDER – concessão, concessivo, concessionária.
4ª) Devemos escrever com “S” todas as palavras derivadas de verbos terminados em “ENDER”:
TENDER – tensão;
COMPREENDER – compreensão, compreensivo, compreensível, incompreensível;
APREENDER – apreensão, apreensivo, apreensível;
PRETENDER – pretensão, pretensioso, despretensioso;
ASCENDER – ascensão, ascensorista;
5ª) Devemos escrever com “S” todas as palavras derivadas de verbos terminados em “VERTER”:
VERTER – versão;
REVERTER – reversão, reverso, reversivo, reversível;
CONVERTER – conversão, conversível;
SUBVERTER – subversão, subversivo;
6ª) Devemos escrever com “S” todas as palavras derivadas de verbos terminados em “PELIR”:
EXPELIR – expulsão, expulso;
IMPELIR – impulsão, impulso;
REPELIR – repulsão, repulsivo.
7ª) Devemos escrever com “Ç” todas as palavras derivadas dos verbos TER e TORCER:
ATER – atenção;
DETER – detenção;
RETER – retenção;
OBTER – obtenção;
MANTER – manutenção;
ABSTER – abstenção;
TORCER – torção;
CONTORCER – contorção;
DISTORCER – distorção.
Teste da semana
Assinale a opção que completa corretamente as lacunas da frase “Pela estrada _________ ela, o pai e eu: o relógio ________ três horas.”
(a) vínhamos / dera;
(b) vinhamos / dera;
(c) vinham / davam;
(d) vinham / deram;
(e) vínhamos / deram.
Resposta do teste: Letra (a). Quem vinha pela estrada era “ela, o pai e eu”, ou seja, “nós”. Quando um dos núcleos do sujeito composto for “eu”, o verbo deve concordar na primeira pessoa do plural (=nós vínhamos). O acento agudo no “i” se deve ao fato de ser uma forma proparoxítona: vínhamos. Na segunda lacuna, o verbo deve ficar no singular, porque o sujeito é “o relógio”: “o relógio dera…” Se não houvesse o sujeito (=o relógio), o verbo DAR deveria concordar com as horas: “Deram três horas”; “Deu uma hora da tarde”; “Davam dez horas da noite quando ele chegou”.
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Ortografia -> Parte 1 - Dicas de Português
Dicas de ortografia - Parte I
1ª) “–ISAR” ou “-IZAR”?
a) Escrevem-se com “s” (=ISAR) os verbos derivados de palavras que já
têm “s”:
análise > analisar
aviso > avisar
paralisia > paralisar
pesquisa > pesquisar
b) Escrevem-se com “z” (=IZAR) os verbos derivados de palavras que não
têm a letra “s”:
ameno > amenizar
civil > civilizar
fértil > fertilizar
legal > legalizar
normal > normalizar
real > realizar
suave > suavizar
2ª) “-SINHO” ou “-ZINHO”?
a) Escrevem-se com “s” (= SINHO) os diminutivos derivados de palavras que já têm a letra “s”:
casa > casinha
lápis > lapisinho
mesa > mesinha
país > paisinho
pires > piresinho
princesa > princesinha
tênis > tenisinho
b) Escrevem-se com “z” (= ZINHO) os diminutivos derivados de palavras que não têm a letra “s”:
animal > animalzinho
balão > balãozinho
café > cafezinho
chapéu > chapeuzinho
flor > florzinha
pai > paizinho
papel > papelzinho
Você sabia que a grafia oficial é…
1. adivinhar
2. advogado
3. aleijado
4. asterisco
5. astigmatismo
6. bandeja
7. beneficente
8. cabeleireiro
9. calvície
10. caranguejo
11. cinqüenta
12. companhia
13. criminologista
14. depredar
15. de repente
16. dilapidar
17. disenteria
18. empecilho
19. engajamento
20. espontaneidade
21. estupro
22. freada
23. jus
24. lagartixa
25. manteigueira
26. mendigo
27. meritíssimo
28. nhoque
29. prazerosamente
30. privilégio
31. propriedade
32. receoso
33. reivindicar
34. simplesmente
35. verossimilhança
Teste da semana
Assinale a opção que completa corretamente as lacunas da frase “Cumpre que ________ concessões quando _____________ de assuntos políticos.”
(a) faça-se / se trata;
(b) se façam / se trata;
(c) se faça / trata-se;
(d) se faça / se tratam;
(e) se façam / se tratam.
Resposta do teste:
Letra (b). Em “que se façam concessões”, o verbo deve concordar no plural com o sujeito “concessões”. A partícula “se” é apassivadora. É um caso de voz passiva sintética (=que concessões sejam feitas). Em “quando se trata de assuntos políticos”, como o verbo tratar é transitivo indireto (=tratar-se de), não há voz passiva. Em razão disso, o verbo deve concordar no singular.
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